Viseu e o montenegrismo activo

por PN | 2019.12.10 - 16:49

Pedro Alves, chefe da campanha montenegrista, arregimentou uma caterfada de autarcas locais do mais acutilante e fino perfil ideológico para as suas dinâmicas hostes.

 Desde os 2 presidentes da autarquia satense, ao de Penedono, ao de Castro Daire, ao de Vouzela, ao de Viseu, sempre versátil e pronto a embarcar no trem da circunstância, passando pelo omnipresente Faria, os ex Hernâni, Antunes, Leitão, Seixas, Guilherme e etc. e tal.

Um valeroso punhado de indefectíveis laranjas que Rio deve temer…

Ninguém ignora que Montenegro tem a força que vem de dentro,  a fazer fé no seu bem conseguido slogan, que nos transmite exactamente a ideia de que esta candidatura é o núcleo matricial mais profundo da social-democracia actual. E isso é o mais profícuo tónus.

Como é conciliatoriamente normal nestas andarilhanças da política, todos estes notáveis enumerados, se Rui Rio continuar como presidente do PSD, a seu fraterno lado estarão no “the day after”..

E essa é a mais bonita imagem da Democracia: todos unidos, todos rivais, todos unidos, todos rivais… num ciclo incessante e polarizado de ajustamentos de acordo com a meteorologia do momento ou, honra feita à coerência e coesão, em consonância com a identidade e com os perfis políticos dos candidatos, num rodopio com epílogo em Janeiro.

Esta disputa mostra a vitalidade “laranja”, pela dinâmica pluralidade de opções que emergem do seu mais recôndito seio.

Se Viseu não esteve com Pedro Santana Lopes, que tinha como director nacional de campanha Almeida Henriques, agora com Pedro Alves, num frenético corrupio por todas as concelhias, a jogar o tudo ou nada, as hostes montenegristas vêem enfim uma luz ao longe.

PS: “Uma luz ao longe” – Neste contexto não se trata do romance autobiográfico de Aquilino Ribeiro, publicado em 1948, onde o autor narra os seus cinco anos no colégio da Lapa, de 1895 a 1900, mas antes, a luz de esperança por alguns entrevista, não vislumbrada na peugada de Rio, que não soube (ou não quis) acarinhá-los no seu afável regaço.

Paulo Neto

(Foto DR)