Vândalos, Câmara ou Junta?

por PN | 2016.07.28 - 10:32

 

 

No último fim-de-semana de 23/24 de Julho o contentor de lixo sito à rotunda do Hotel Montebelo desapareceu.

O espaço do contentor delimitado por um rectângulo em cimento, no chão junto ao edifício Pérola do Bosque, quatro dias após, aparece partido.

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Ignoramos se esta prática nocturna de actuação, no anonimato da escuridão, é um acto determinado pela Câmara Municipal de Viseu, se pela Junta de Freguesia, se pela empresa responsável da recolha do lixo urbano, se por alguém a quem o contentor “estorva”, se é um comportamento “desviante” e censurável de meros vândalos ou ladrões que decidiram estoirar ou roubar o dito reservatório de lixo ali existente há duas décadas.

Agora as questões colocam-se: caso de PSP por furto ou destruição? Acto  discricionário e lesivo dos agentes do poder local, perante os munícipes, a quem cobram altíssimos impostos? Qualquer outro não visível nem dilucidável intento?

Se os residentes não fossem pessoas de bem, correr-se-ia o risco, para vincarem o seu protesto pela intempestividade do acto, de começarem a depositar o lixo doméstico no local de onde foi retirado o recipiente, até à sua reposição. O que seria um acto muito complicado mas, de certo modo, compreensível face à misteriosa e lesiva ocorrência.

Quanto aos agentes camarários e da junta, também já não se ignora a recorrente e gradualmente degradante postura de “acarinharem” uma cidade suja, com lixo a esmo e muito apuro só nas “paradas”, ou algumas zonas centrais da urbe.

Esperamos para ver, ainda crentes que um acto desta natureza só pode ter sido perpetrado por “ganzados” ou bêbados, delinquentes noctívagos periféricos da boémia citadina e nunca por agentes do poder local.