Truques para curar a «ressaca»

por PN | 2017.01.01 - 14:55

 

 

O homem sempre foi um amante da pinga. Tire da cabeça aquele que pensar ser obra cultural do executivo de Almeida Henriques…

O abuso dos « copinhos », desde as mais dionisíacas festas aos bacanais de Roma sempre teve um preço a pagar : the day after…

Se hoje se podem tomar uns fármacos para aliviar o « mal-estar », a História dá-nos algumas receitas curiosas. Aqui deixamos o que descobrimos…

Na Grécia –  Dente de alho e ametista eram os remédios aconselhados, sendo a ametista para colocar dentro do copo com a bebida.

Em Roma – Pulmões de carneiro, « canari » frito, couve cozida (antes), omelete  de ovos de coruja com pulmões de carneiro e bicos de andorinha moídos.

No Egipto tinha saída o loureiro de Alexandria, mas como colar para colocar ao pescoço, feito com folhas secas.

Na Idade Média comiam-se enguias antes, no entendimento de que absorveriam todo o álcool presente no corpo. Porém, hoje sabe-se que a ser eficaz o seria por ser uma fonte de proteínas, cálcio e vitaminas…

No século XVII – as gotas inventadas por um médico de nome Goddard, que durante muito tempo foram de secreta preparação. E com razão, porque mais tarde veio-se a descobrir que eram compostas por amoníaco, pó de crânio de enforcado e de víbora seca…

Surgem também as ervas miraculosas : infusão de alecrim, chifre de boi e hera.

No século XIX vem o vinagre e as cinzas. O primeiro era lançado na garganta das vítimas em coma e como massagem das têmporas. As cinzas eram bebidas com leite para evitar o enjoo.

No século XX surge o elixir sueco : 10 g de aloé ou de genciana amarela ou pó de absinto, 5 g de mirra, 0,2 g de açafrão, 10 g de folhas de sene (da família da Fabaceae), 10 g de cânfora 100% natural, 10 g de raiz de ruibarbo, 10 g de raiz de zedoária, 10 g de óleo de cinza, 10 g de raiz de carlina, 10 g de raiz de angélica. Tudo misturado num litro e meio de aguardente e a macerar ao sol durante 14 dias. Bebem-se uns goles da poção de véspera à noite.

Porém, uma receita eficaz e simples : limão. O limão activa as funções digestivas e ajuda a eliminar o álcool. Bom remédio contra os vómitos e dores de cabeça. Para este fim, corta-se o limão em dois pedaços e fervem-se em água durante 10 minutos. Beber a poção morna.

Ingerir muita água ajuda a desintoxicar o organismo que fica desidratado pelo álcool. O truque é alternar um copo de vinho com um copo de água. No dia seguinte beber pelo menos dois litros de água.

A menta apimentada em forma de gota, posta sob a língua e aplicada nas têmporas, desintoxica o organismo e combate os vómitos e as dores de estomago (contraindicado para grávidas).

De facto, como pudemos constatar — e esta pesquisa não foi exaustiva — para um « simples » mal existem muitas tisanas. O que quer dizer que o consumo era frequente e em quantidade.

E em boa verdade, num país onde o Fado « induca » e o vinho « instrói » que se há de fazer ?