Triste espetáculo nas “bancadas”

por Vitor Santos | 2015.05.12 - 17:21

 

 

Nos tempos que correm a participação dos pais nas atividades dos filhos é frequente. Esta participação é feita a todos os níveis quer seja escolar, social, desportiva ou lúdica. Para isso devem tanto os pais como os filhos sentirem-se agradado com a presença de ambos e não serem motivos de «stress».

É comum vermos nos campos um comportamento menos próprio dos pais, quer criticando o treinador, dirigentes ou ameaçando os adversários e árbitros. Esta não é certamente a melhor forma de transmitir valores aos atletas, que observam muitas das vezes estas atitudes com vergonha e se transfiguram. A participação deve ser feita no todo, no incentivo à equipa, ao desportivismo.

Mas o que assistimos semanalmente nos jogos é falta de civismo e isso assusta. Por vezes, toma mesmo a forma de comportamento criminoso. E à conta de tanto encolher os ombros e fechar os olhos, permitimos situações de bradar aos céus. Os pais são inimigos dos próprios filhos pela conduta que têm. Inacreditável!

Existe mesmo a necessidade de requisitar policiamento para os jogos de crianças e jovens para proteção aos intervenientes – que são, na sua grande maioria, pais.

Se a estes desagrada ficarem embaraçados pelo comportamento dos seus filhos, também aos atletas embaraça o comportamento público dos seus pais quando estes dão «espetáculo».

Os pais devem ser os melhores adeptos da equipa, dar um bom exemplo num relacionamento amigável com os adversários, não devem pressionar ou intrometer-se, mas aplaudir, incentivar, realçar o prazer de fazer desporto e a alegria que é nele participar. Nunca interferir no trabalho do treinador ou alimentar, com elogios fáceis, o aparecimento de atitudes de vaidade, de vedetismos.

A participação na atividade desportiva é positiva e tem de ser sempre uma mais-valia, não o contrário. Uma participação negativa, mesmo pontual, tem sempre mais consequências que muitas positivas.

Valem os bons exemplos de participação – também os há.

 

Vitor Santos nasceu em Viseu no ano de 1967. Concluiu o Curso de Comunicação Social no IPV. Conta com várias colaborações na Imprensa Regional. Foi diretor do Jornal O Derby.

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