Ter o medo em comum…

por Eme João | 2016.05.09 - 14:40

 

 

Todos nós sabemos o que é sentir medo. Este sentimento é comum a qualquer animal e é uma forma reacção a uma situação potencialmente perigosa.

No entanto, o medo pode tornar-se patológico passando a designar-se por fobia. Quando o medo passa a ser sentido de forma quase inexplicável, perante algo ou alguém sem que esteja presente qualquer situação de perigo eminente.

Na Sic, está a passar um programa cujo título é “ E se fosse consigo”, que tem abordado vários temos tais como racismo, “bulling” e homofobia. Apesar da diversidade de temas, todos eles têm em comum o medo. O sujeito agressor perante uma situação desconhecida agride o outro, porque este é diferente esquecendo-se que somos todos diferentes, mas temos ou deveríamos ter os mesmos direitos, as mesmas oportunidades, os mesmos deveres.

Resolve assim agredir por não ter capacidade de aceitar ou entender a diferença como um processo inerente da diversidade. Agride por medo e por falta de capacidade de entender a diversidade como um processo evolutivo, como uma aprendizagem sobre nós mesmos.

Mas este “medo”, ao contrário dos outros medos que possamos ter, é produto de uma má formação, de uma educação errada e de outros factores.

Em suma, o racismo, a xenofobia, a homofobia, a prática de “bulling” ou qualquer outra situação semelhante denota acima de tudo, cobardia e falta de carácter do sujeito agressor.

Ainda há muito pouco tempo e a propósito da crise dos refugiados, perguntei a alguém: “ e se fosse consigo?”.

Claro que não obtive resposta…

Nasceu em Lisboa em 31/10/1966. Estudou psicologia no Ispa. Trabalha actualmente no ISS.

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