Sobrado wood art

por PN | 2019.03.11 - 20:10

 

 

Nem sei bem se é assim que se escreve, mas como agora é tudo em puro anglo-saxão, corro o risco…

Esta obra de arte foi plantada – será que o betão nasce de geração espontânea? – lá para os lados de cima da outrora maravilhosa Mata do Fontelo, agora caída nos braços de furacões e na incúria da Senhora Câmara.

Há dias apanhámos um susto quando deparámos com umas esquisitas caveiras cor de laranja numa dantes frondosa clareira. O Compadre Zacarias disse-me que era arte e eu baixei logo a bolinha, pois ele é discípulo do Professor Sobrado.

Surgiu agora a obra que a imagem ilustra. No mais puro estilo Labirinto de Creta, segundo alguns. Segundo outros, apenas uma visão pessoal do célebre Jardin de Versailles, desenhados por Le Nôtre (após consulta da preciosa Wikipédia).

O designer-arquitecto-artista-criador (risquem o que não interessar), talvez para a eivar do mais puro e mordente realismo, num paroxismo fenomenal, deu-se até ao luxo, perfeccionista luxo, convenhamos, de  apor alguns graffiti. Ou terão sido a posteriori colocados? Ou, num pressuposto artístico dinâmico, foram por alguém ficcionados?

Daqueles que conseguimos ler, destacamos:

“Volta Ruas”.

“Os pavões não estão só aqui”.

“Depósito de Relatórios Viseu Marca”.

Inexcedível, de facto…

Os nossos parabéns ao artista e ao pelouro da Cultura da CMV.

Antes caiam as árvores seculares por negligência, mas que fique a duradoira e imorredoira arte da interpretação subjectiva do espaço envolvente, nesta perene e simbólica homenagem ao “bloco” e aos dinheiros públicos que o pagam.

 

(Foto DR)