POR DELICADEZA, OBRIGADO!

por José Carreira | 2016.12.05 - 18:38

 

 

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência foi assinalado, em Viseu, com a realização de uma panóplia de atividades dinamizadas pelas diversas instituições, que trabalham nesta área, e coordenadas pelo Conselho Local de Ação Social de Viseu: Workshop de Língua Gestual Portuguesa; Concurso de Equitação; Atividades de Sensibilização; Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação; Dia Internacional da Pessoa com Esclerose Múltipla; Galas de Solidariedade da APPDA e APPACDM de Viseu; Espetáculo Musical Infantil Inclusivo “Som e Silêncio da Fada Juju” e Projeto de Dança Inclusiva “Por Delicadeza”.

Tive a felicidade de poder assistir, no Teatro Viriato, ao espetáculo “Por Delicadeza”, coordenado por Henrique Amoedo e orientado por Francisca Mata e Ricardo Meireles, que teve audiodescrição, interpretação em língua gestual, acessibilidade facilitada para pessoas com dificuldades motoras e materiais de comunicação em braille.

É este o caminho que devemos percorrer, na criação de condições para que todas as pessoas possam assistir aos espetáculos e apostar no trabalho artístico inclusivo, permitindo que todos, independentemente de alguma limitação que possam ter, tenham a possibilidade de integrar elencos de dança, teatro, música…

A iniciativa do Teatro Viriato, no âmbito do plano de ação do CLAS, financiado pela Câmara Municipal de Viseu, em parceria com o Grupo Dançando com a Diferença, é um bom exemplo de inovação e inclusão e merece nota máxima e um forte aplauso.

Um trabalho realizado com a comunidade que atingiu plenamente os seus objetivos: alertar consciências, partilhar sensações e despertar para a dança inclusiva.

Simplesmente magnifico, tocante, marcante, único…

Parabéns a todos as pessoas e instituições envolvidas neste espetáculo.

Este fim-de-semana, o Banco Alimentar Contra a Fome realizou mais uma campanha de recolha de alimentos em todo o país. Um projeto que ajuda milhares de famílias a satisfazer as suas necessidades básicas. Cito, uma vez mais, o saudoso Dr. Edmundo Martinho, “devemos dar o peixe e a cana”.

A julgar pelos dados da recolha em Viseu, 78.079 toneladas de alimentos, uma vez mais, a campanha do Banco Alimentar atingiu o desejado sucesso e permitirá continuar a ajudar quem mais precisa.  Ver famílias inteiras envolvidas nesta iniciativa, que obriga a uma coordenação logística de alguma envergadura, desde a recolha ao armazenamento e distribuição, é um sinal claro da solidariedade dos portugueses que não viram a cara à luta em prol da melhoria das condições de vida dos concidadãos.