Poderão os limites ter exceções?

por Carlos Cunha | 2018.09.25 - 13:24

 

 

Se é interdito não deve poder entrar!

Se o café ou a loja têm o sinal a interditar a entrada do canídeo, este terá obrigatoriamente de ficar à porta.

Se a entrada na exposição, discoteca, casino ou casa de diversão noturna é interdita a menores de 18 anos, tal significa que a criança/jovem terá de ficar à porta, mesmo que isso não lhe agrade ou aos pais que o acompanham.

Quando se fomenta a cultura da exceção, o cão poderá entrar na loja, café ou restaurante desde que acompanhado pelo dono, que se responsabilizará pelos seus atos.

A criança/ jovem também poderá entrar desde que o pai ou a mãe o acompanhe.

Com este comportamento abrem-se exceções, o que irá criar na criança atual, adulto do futuro que as proibições poderão ser sempre contornáveis, desde que haja alguém que esteja disposto a validá-lo.

A interdição continuará assim a ser apenas mais um substantivo do género feminino que figura no dicionário, visto que a sua aplicação não obedecerá ao sentido, mas sim à arbitrariedade de quem seleciona.

É este laxismo do presente que nos pode comprometer o futuro, quando estes jovens ganharem consciência de que poderá haver sempre uma qualquer excecionalidade que lhes valha, mesmo quando estão a infringir as proibições que lhe são impostas.

É tudo uma questão de limites e de bom senso!

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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