O Grande Ilusionismo Político do Regime Instalado no Rossio – As Contas do ano 2018

por Alexandre Azevedo Pinto | 2019.04.08 - 08:00

No último exercício económico do ano 2018, os prejuízos do Município de Viseu atingiram o número recorde de 3 573 148,97€.

Este resultado, absolutamente inédito no histórico das Contas Municipais, é branqueado pela máquina de propaganda do Executivo Municipal que procura passar a imagem para a opinião pública viseense de “boas contas”.

Obviamente, em nenhuma parte do mundo e seja qual for a perspetiva de análise estas contas podem ser “boas”, pelo contrário, são “más contas”.

O ritmo a que a Despesa Municipal tem crescido, desde o exercício do ano 2014 (primeiro ano do atual Executivo) até ao ano 2018 é 7 vezes maior do que aquele a que a Receita Municipal cresce.

Nesse período a Despesa cresceu 34,5% enquanto que a receita se ficou pelos 4,8%.

É fácil percebermos, todos, que ao ritmo que a Despesa tem crescido não há crescimento de Receita capaz de suportar, ou mesmo mitigar, tal aumento de Despesa. Os Resultados estão à vista.


Era expectável que o resultado da Festas, com que o Executivo Municipal nos tem habituado, mais tarde ou mais cedo, acabasse por se traduzir em consequências económicas para as Contas Municipais.

Se analisarmos as rúbricas de maior peso na Despesa, em particular os Fornecimentos e Serviços Externos – que representam cerca de 42% de todos os Custos do Município – verificamos que entre o ano 2014 e o ano 2018 estes passaram de 11,6 milhões de euros para os 23,2 milhões, isto é, duplicaram no espaço de 4 anos.

Só entre o ano 2017 e o ano 2018 esta rúbrica – a mais significativa da Despesa – aumentou 3,4 milhões de euros.

Do ponto de vista Patrimonial, o Município tem uma perda de valor de mais de 3,5 milhões de euros, num único ano.

Neste exercício de 2018 o histórico de resultados positivos nas Contas Municipais é interrompido e as consequências só não são maiores, porque os Resultados Transitados e Reservas dos últimos anos, incluindo dos anteriores mandatos, acomodam parte da queda.

Apesar disso, o sinal maior que estas Contas transmitem é o de início de um novo ciclo – difícil de inverter no atual ano 2019 – com um nível de Despesa descontrolado e com perdas Patrimoniais muito expressivas, para o Município e para todos os Viseenses.

Alexandre Azevedo Pinto