NÃO FAREI MAIS COMPRAS NO JUMBO

por José Carreira | 2014.11.06 - 10:03

 

 

O Conselho de Ministros aprovou, em Julho de 2010, o alargamento do horário das grandes superfícies (mais de dois mil metros quadrados) ao domingo, passando estes estabelecimentos a poder funcionar todos os dias das 06:00 às 24:00.

Um dos argumentos apresentados pelos defensores da medida foi o da criação de mais emprego. Seria interessante fazer uma análise comparativa entre a evolução dos recursos humanos e os lucros obtidos pelas grandes superfícies e respetivos grupos económicos associados.

Segundo Luís Reis, administrador da Sonae, “Ainda é muito cedo para falar em números, mas os três domingos superaram as nossas expectativas, mas acho que o mais relevante é que tivemos inúmeras manifestações por parte dos consumidores, que dizem ‘até que enfim'” (Económico, 16 de Novembro de 2010).

Enquanto consumidor, confesso, também me é, por vezes, útil a abertura destes espaços ao domingo. Quanto às expectativas financeiras dos operadores, não custa acreditar que passaram a sorrir mais, enquanto assistem ao progressivo aumento dos lucros.

No que concerne à criação de mais empregos efetivos, as minhas dúvidas são muitas…

Ontem à noite, por volta das 21:45, fui fazer compras ao Jumbo. Quando me dirigi às caixas para efetuar o pagamento, apenas estavam em funcionamento as automáticas, uma prioritária (grávidas, clientes com crianças, idosos) e uma ecológica. Ecológica, claro, à custa do cliente que tem que pagar o (s) saco (s). Brevemente, todas passarão a ser ecológicas, como não poderia deixar de ser, à custa do cliente e contribuinte que terá que pagar 10 cêntimos por saco. Uma nova fonte de receita, desta vez verde, para o Estado…

Em conclusão, o cliente / contribuinte pagará cada vez mais e os empregos serão cada vez menos. Sempre me recusei, mesmo quando tinha pressa, a usar as caixas automáticas dos hipermercados. Após o cenário de ontem, decidi que, por princípio, não farei mais compras no Jumbo, excepto em caso de SOS!