MUV ao microfone…

por PN | 2019.04.09 - 11:38

Há muitos, muitos anos, houve um advogado em Viseu que nunca perdeu uma causa, na sua longuíssima carreira jurídica.

Como assim?

Fácil. Quando ganhava chegava-se junto do cliente e dizia-lhe sorridente: — “Ganhámos!”. Quando o contrário sucedia, dizia num tom de voz sumido, pungente e de dedo acusador virado ao derrotado: — “Perdeu…

Nestas coisas de imputação de responsabilidades, fracassos e êxitos, basta mudar o verbo, mantendo até o tempo e o modo.

Outro tanto me faz lembrar Almeida Henriques, o notável autarca de Viseu, reconhecidíssimo  por toda a diáspora, desde Caruaru de Pernambuco a Poconé de Mato Grosso, passando por Damão e Diu, ou de Tutuala a Bobonaro, passando por Boa Aldeia e Sanguinhedo de Côta… que, quando o vento lhe infla as velas de feição só não aparece na ABC, Rede Globo, NBC, CNN, BBC e China Central Television, porque o Jó d’Ovar ainda não tem lá “amigos”—o que se espera seja brevemente solucionado, para bem do concelho, da cidade e dos seus munícipes.

Quando as encrencas são “cabonde”, vai ali e já volta, mandando um alheado ”vereador” dar a cara, como foi o caso do da Mobilidade (e etc. e tal), que foi aos microfones da terrinha explicar-se (?) acerca das “trapalhadas” da MUV, Mobilidade Urbana de Viseu, com uma providência cautelar às costas, horários desencontrados nas principais linhas, utentes descontentes aos “molhos” e um grave acidente no dia da inauguração, para a consagração epifânica do projecto.

Para tudo é preciso ter-se competência, jeito e jogo de cintura. Até para assumir (ou não) os “inconseguimentos”.