Moda

por Maria do Carmo Abreu | 2013.12.05 - 15:37

Sempre invejei as celebridades, quer cantoras, atrizes ou princesas, que têm à sua disposição um cabeleireiro, um maquilhador ou um estilista pessoal que conhecem como o próprio, o tipo de onda do cabelo, se um vermelho vivo fica bem nos lábios ou a altura da saia que umas pernas aguentam.

Evidentemente que não seria para todos os dias. O caso mais interessante, era o da soprano Maria Callas, cuja assistente pessoal preparava minuciosamente a mala, com cada conjunto formado por tudo o que era necessário – vestido, sapatos, carteira, chapéu e jóias – perfeitamente arrumados e etiquetados, com o nome do evento em que deveriam ser usados.

Tenho a sorte de poder contar com um guarda-roupa feito entre correrias, viagens de trabalho, visitas relâmpago em horas de almoço, a algumas lojas de marca ou nem por isso, onde por vezes encontramos verdadeiros tesouros. A última aquisição? Um Lanvin negro drapeado e umas calças Celine. Um demasiado justo ( perde 2 kg ), outro demasiado decotado e colorido ( não te atrevas a esconder ). Uso bastante e contando as vezes que os vesti, já não justifica deixá-los em testamento

No fundo, há que saber os hits da temporada, os básicos eternos, que peças necessitamos comprar para actualizarmos um look. Para o trabalho, um jantar romântico ou uma festa.

Claro que o ideal seria um personal shopper, mas tendo em conta algumas escolhas desastrosas de estilistas consagrados das celebridades, penso que devemos sempre ter bom senso. A moda actual, global, nada tem de bonito. Feita em série, todas as mulheres parecem iguais. Já não há modelitos surpresa feitos nas modistas, nem tão pouco há modistas….

Quem se lembra da moda dos anos 60, onde as mulheres se vestiam para sair e impressionar? E os hot-pants e trench-coats? Agora, há calções e gabardines ….

Já não há divas. Ou haverá?