MARIA DESILUDE BELÉM

por José Carreira | 2016.01.26 - 09:51

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa é o novo Presidente da República. Confirmaram-se as sondagens que davam, desde o início da campanha, a vitória ao professor. Parabéns e votos de bom trabalho!

Este foi o pior resultado alcançado pelo PCP numa eleição presidencial. Um dos grandes derrotados foi Edgar Silva, o candidato do Partido Comunista Português. Edgar Silva (3,9%) ficou 0,6% à frente Tino (3,3%)… Nunca foi capaz de abandonar a cassete do partido, usou e abusou de ideias gastas que não convencem os portugueses, exceptuando os “homens do partido”que não abdicam dos seus princípios e por isso, segundo eles, não percorrem o “caminho fácil” de apresentar a eleições“uma candidata mais engraçadinha e com um discurso mais populista”.

Uma farpa para o Bloco e as suas, segundo Jerónimo, “engraçadinhas” Catarina, Mariana e Marisa. Marisa que assumiu a derrota ao não ter conseguido forçar uma segunda volta. Marisa que consegui consolidar a força do Bloco, deixou o PCP a vários pontos de distância e aziou Jerónimo que me parece um líder perdido, sem rumo e amarrado a uma geringonça que o pode trucidar.

Trucidada foi Maria de Belém. Maria foi uma desilusão para Belém. Começou mal e acabou pior. Impôs a sua candidatura ao partido que parecia ter em Sampaio da Nóvoa o seu candidato, o candidato do tempo novo que terá apadrinhado a união das esquerdas.

Terá tido uma falsa partida quando decidiu apresentar a sua candidatura quando o líder do PS, António Costa, em plena campanha, dava uma entrevista. Uma péssima decisão, reveladora de falta de solidariedade que se revelaria letal, ao não conseguir o apoio da “máquina do partido”. Falta de apoio da qual se lamentou, dizendo não compreender que fosse transferido para Sampaio da Nóvoa, um não militante do partido, enquanto ela esteve décadas ao seu serviço. Enrolou-se nas subvenções dos políticos e quando confrontada com o facto de ter acumulado cargos no grupo Espírito Santo Saúde e na Comissão Parlamentar de Saúde simultaneamente não se saiu melhor.

A cereja no topo do bolo foi, sem dúvida, querer que os chefes de Estado estrangeiros, de visita ao nosso país, almocem nos lares de terceira idade ou instituições do género, para conhecerem melhor a realidade do país.

Maria de Belém foi um flop.