Lideranças

por Eme João | 2015.11.30 - 10:50

Como sabemos as habilitações literárias são sempre um factor de eliminação ou não na candidatura a um emprego seja público ou privado.

Quem trabalha na função pública sabe que para concorrer a assistente operacional necessita de ter o 9º Ano. Para assistente técnico o 12º Ano e para ser técnico superior, necessita ter no mínimo licenciatura.

Assim, não existem cargos superiores que não sejam ocupados por licenciados, mestres ou mesmo doutores.

No entanto, sendo que o sistema dá tanta importância à formação académica, é incompreensível que para chefiar uma equipa, baste ser o mais “velho” (não sei se na idade ou na antiguidade).

Este critério de selecção é dos mais absurdos e injustos que podem existir. Sempre ouvimos dizer, “antiguidade não é posto”. Mas afinal é.

Por isso, muitas vezes as equipas são não só mal lideradas como muitas vezes nem são lideradas. Isto porque, as pessoas colocadas nestes postos, nem têm a noção do que é uma liderança.

Houve tempos em que era necessário haver concurso, ou seja prestar provas. Se bem que estas talvez se direccionassem apenas aos conhecimentos, era um sistema mais completo.

O sistema ideal na minha opinião teria vários factores a considerar: habilitação literária, prova de conhecimentos e avaliação psicológica, sendo esta o factor com mais peso.

Não sei porque não se coloca este sistema em prática, o qual iria tornar a função pública mais “leve” e as promoções mais justas.

Talvez um dia esta ideia seja mais aprofundada pelos que dirigem este país.

 

 

 

Nasceu em Lisboa em 31/10/1966. Estudou psicologia no Ispa. Trabalha actualmente no ISS.

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