Haverá Rasputines locais?

por PN | 2018.12.22 - 17:07

 

Nos últimos e decadentes da Rússia imperial de Nicholas Romanov II, num ambiente de estranhos e esotéricos fanatismos, surge um personagem bizarro e temível que e em breve se tornou o “o orientador espiritual” da czarina Alexandra Feodorovna, senhor de um poder imenso sobre os “donos” da Rússia, de tudo omnipoderosos, mas fraquíssimos de espírito, assim se subjugando a um charlatão despótico, visionário, místico, intimidador, arrogante, cúpido, amoral e prepotente. O “Mensageiro de Deus”, assim o apodou Alexandra…

Chamava-se Grigori Rasputine e, durante a vigência da sua nefasta influência autocrática, a seu modo e inviamente, com a “magia negra”, fez quanto quis e na real gana lhe deu para fazer. Inclusive, logrou “varrer” definitivamente do círculo de poder todos os seus críticos e oponentes.

Rasputine acabou por ser fuzilado e atirado ao rio Neva, depois de duas falhadas tentativas de envenenamento e uma de esfaqueamento.

A família real dos Romanov foi exterminada menos de dois anos depois.

 

Há certas instituições onde os fracos de espírito parecem reinar.

Uma mera ilusão, pois que atrás, às espaldas, têm um Rasputine a manipular essa medíocre fraqueza e a exercer a sua brutal ascendência de modo inexplicável – ou talvez não – como se de um extraordinário caso de bruxaria se tratasse, “água de cu-lavado” se ingerisse, drama passional se vivesse ou hipnose se exercesse…