Governo PSD e CDS/PP – Tudo ao contrário

por Manuel Ferreira | 2015.07.12 - 22:44

 

 

 

Agora que se fecha um ciclo político de uma governação de quatro anos, impõe-se que se faça um julgamento da acção do Governo do PSD e CDS/PP, que liderou os destinos do país. É este espaço de tempo de quatro anos que está em avaliação e não os governos anteriores, que já foram avaliados, nas urnas, pelos portugueses.

E o que prometeram PSD e CDS/PP e o que fizeram depois no Governo? Vejamos, pois, o levantamento e o argumentário realizado pelo PS.

“O IRS s/ o subsídio de Natal: Quinze dias depois de tomar posse, contra as promessas da campanha, esta medida resolvia os problemas do país. Claro que se revelou mentira, ninguém tinha dito aos portugueses nas eleições que este era o plano. Os portugueses sabem que não podem acreditar na coligação de direita.

Os Fundos de Pensões privados: Onde é que estava dito que seriam nacionalizados no programa do Governo? Em lado nenhum. Foram usados para forjar cumprimentos de objectivos orçamentais. Agora são 500 milhões de défice todos os anos na Segurança Social para pagamento das obrigações desses planos privados de pensões. Se a isto adicionarmos a perda de receita devido à brutal destruição de emprego, temos a explicação para parte dos problemas da Segurança Social. Quem é que coloca em risco a Segurança Social portuguesa, obrigando-a a assumir responsabilidades sem reforçar as suas fontes de rendimento?

Os cortes nas pensões: Foi com isto que os portugueses contaram e com que vão poder contar. Aliás, o Governo, pela voz da Sra. Ministra, já anunciou mais 600 milhões de euros em cortes para a próxima legislatura.

Os cortes dos salários da Função Pública: Foi prometido, pelo Sr. Primeiro-Ministro, que não seriam cortados. Não se mexeria nos subsídios de natal e férias. Não foi cumprido. Isto não é saber com o que se conta.

O brutal aumento de impostos: Depois de prometer não cortar salários, não aumentar impostos, tivemos o maior aumento de impostos da história. As razões pelas quais não viabilizaram o PEC IV foram a sua linha de actuação posterior.

É com isto que os Portugueses podem contar da coligação PSD-CDS. Nada do que dizem correspondeu, nem corresponderá, ao que fizeram. Tudo ao contrário”.

Manuel Ferreira tem 49 anos e nasceu em Lamego. Casado, dois filhos. É licenciado em Filosofia pela Universidade de Letras do Porto. Possui a Especialização em Administração e Gestão Escolar e é Mestre em Filosofia em Portugal e Cultura Portuguesa. Militante socialista desde 1996, foi membro da Assembleia Municipal de Lamego entre 1997 e 2001 e Secretário do Gabinete de apoio do pessoal do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lamego entre 2001 e 2005 e membro da Comissão Política durante vários anos. Atualmente é Presidente da concelhia de Lamego do PS e membro da Comissão Política da Federação de Viseu.

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