Governar com responsabilidade

por João Figueiredo | 2014.02.14 - 03:34

Recentemente foi colocado em discussão pública um documento elaborado por um grupo de trabalho constituído para avaliar as prioridades das novas infraestruturas a construir no país. O mesmo é dizer que este estudo visa definir um conjunto prioritário de projetos e de propostas de recomendações quanto a investimentos futuros que, na próxima década, contribuam para promover o crescimento e a competitividade da economia portuguesa.

Este trabalho reveste-se também da máxima importância por nele estar contemplado a coesão territorial e a complementaridade dos diversos investimentos, não descurando um aspeto fundamental: o respeito pela política orçamental e o equilíbrio das contas públicas.

Trata-se de uma estratégia correta e responsável em contraponto com uma realidade despesista bem recente, levada a cabo pelos governos socialistas.

Enquanto num passado recente foram realizados investimentos em infraestruras, algumas de premência duvidosa onde o único critério era o número de obras públicas executadas, não havendo preocupação de onde encontrar recursos para as pagar.

A estratégia ora seguida pelo Governo é correta e equilibrada.

Neste estudo foi possível proceder à identificação de projetos fundamentais para o desenvolvimento do país e em particular da nossa região. É pois com enorme satisfação que constatamos que nele se encontram como prioritários dois corredores imprescindíveis para o desenvolvimento da nossa Beira Alta: a ligação em perfil de autoestrada entre Viseu e Coimbra e a requalificação da linha férrea da Beira-Alta.

Paralelamente aponta-se a mais-valia económica para as regiões Centro e Norte que a ligação ferroviária entre Aveiro/Viseu/Vilar Formoso se constituiu no mercado exportador do país.

Acabaram-se com projetos que mais não eram do que concretizar a mania das grandezas socialistas, nomeadamente o mal fadado TGV e o novo aeroporto de Lisboa, obras que criavam dívidas cuja riqueza do país não possibilitavam o seu pagamento mas que à boa maneira socialista tal não se constituía como um problema pois para eles as mesmas não são feitas para ser pagas, somente geridas.

Tal comportamento governativo deu naquilo que já sabemos…

Este estudo agora apresentado é a prova evidente que a governação deve ser realizada com responsabilidade, equilíbrio e bom senso, não comprometendo ainda mais as gerações vindouras. Importa promover o desenvolvimento do país, potenciando o investimento mas na exata medida em que o país tenha dinheiro para as pagar.

O país beneficia e os portugueses agradecem.