EMPRESAS: GAZELA E UNICÓRNIO

por José Carreira | 2015.06.21 - 22:50

 

 

No mundo empresarial há conceitos curiosos, dois deles são as Empresas Gazela e as Empresas Unicórnio.

Empresas Gazela porque apresentam ritmos elevados de crescimento e de geração de postos de trabalho. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em 2014, procedeu ao inventário das empresas gazela existentes na Região Centro e apurou a existência de 46. Em Viseu, foram identificadas quatro Empresas Gazela. O estudo, realizado anualmente desde 2011, permite concluir que, entre 2010 e 2013, o volume de negócios das empresas gazela 2014 cresceu 287%, passando de 45 milhões de euros em 2010 para 175 milhões no exercício de 2013. Observa-se também uma melhoria no que concerne à empregabilidade, tendo, no referido período, quadruplicado o número de postos de trabalho. Foram criados 836 novos empregos.

Empresas Unicórnio porque são tecnológicas de crescimento exponencial. “Unicórnio é um animal mitológico associado à força e à pureza. Caçá-lo só estava ao alcance de uma virgem” (Economia, 20 de Junho). Aileen Lee baptizou de Unicórnio as Startups que valem mais de mil milhões de dólares.

Não tendo Viseu, nos últimos anos, uma vocação empresarial / industrial forte, sendo as gazelas raras e as unicórnio efetivamente apenas  mitológicas, há sinais positivos:

  • O grupo empresarial TCS, que está radicado em Espanha e no Brasil, vai construir no concelho de Viseu a sua primeira unidade industrial portuguesa, que representa um investimento de cerca de 15 milhões de euros e serão criados 50 postos de trabalho numa primeira fase, estando previsto um aumento com o desenvolvimento do projeto.
  • A Pampilar está a investir três milhões de euros numa nova unidade de enrolados de papel (papel higiénico e rolos de cozinha) em Viseu, triplicando a sua capacidade de produção e salva 80 postos de trabalho.
  • AKI abre novas lojas em Viseu e Castelo Branco, apostando num reforço da presença no interior do país com lojas de proximidade. A empresa investe 6 milhões de euros e cria cerca de 50 postos de trabalho com a inauguração de dois estabelecimentos no 2.º semestre do ano.

O desemprego é um flagelo que tem obrigado muitos dos nossos amigos, conhecidos e vizinhos a fazer as malas e a rumar para outros países à procura de uma vida melhor.

Estas três novidades abrem uma janela de esperança, independentemente de não serem gazela ou unicórnio, num novo ciclo de implantação de empresas na região, criação de empregos e produção de riqueza.