EM DEFESA DO DINHA E DO CRIZ

por Cílio Correia | 2017.02.15 - 12:59

 

A poluição nos rios Criz, Dinha e afluentes preocupa os tondelenses. Tal resulta da escassez de tratamento das águas residuais urbanas e industriais, bem como da agricultura e pecuária que ali encontram o seu despejo. Dado não haver ações de monitorização eficazes nem sistemáticas a montante ou jusante assumiu particular relevância a ação inspetiva por técnicos ambientais, face à denúncia de anomalias de funcionamento na ETAR de Molelos e da Adiça. Houve uma melhoria geral, ainda que insuficiente, decorrente de investimentos em infraestruturas e equipamentos. Mas, há sempre um “mas”… A questão ambiental requer fiscalização permanente e acompanhamento qualificado. Assegurar a qualidade das águas do Criz e do Dinha passa por ações inspetivas regulares, para identificar e penalizar eventuais focos ou agentes poluidores.

Um investimento na reabilitação e recuperação da zona ribeirinha do Dinha, só por si, não nos deixa descansados. Se não houver intervenções as descargas poluidoras vão prosseguir deixando escapar por água abaixo as mais valias. Não podemos ignorar.

Falta promover uma avaliação do “estado de saúde” das várias ETAR’s e “tipo ETAR’s”, erradicando as obsoletas e os “tanques de decantação” a funcionar como se fossem estações de tratamento e delinear uma estratégia de intervenção.

Sabemos que é difícil, dados os condicionamentos, mas por algum lado se há-de partir. Não começar é persistir no erro, à espera que as coisas amainem.

Termino citando Sophia de Melo Breyner, “vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar”.

 

(foto DR de G. Silva)