Ele há coisas do diabo!

por PN | 2017.03.13 - 14:51

 

 

Porque é que um presidente de uma junta de freguesia que andou em contenda litigiosa com dois jornalistas, tendo finalmente as partes chegado a consenso, a Junta pago as custas judiciais da litigância, afixa, tempos após, num placar informativo da própria instituição, um ofício do tribunal onde os de cujus são apodados de “réus”?

Boa questão!

A resposta, em actos de ambígua equivocidade, será sempre passível de vasta e conjectural interpretação… Mas a primeira que nos vem à cabeça prende-se com o possível acto intimidatório que pode revestir e revelar.

Ou seja, um recado “afixado” visando eventualmente coerctar e intimidar a liberdade de informação a que todos os cidadãos têm direito, nomeadamente aquela que é oriunda dos actos de gestão pública e da decerto total transparência das contas públicas.

Outrotanto não terá sido o entendido. E vai daí, em despacho manual de canto superior direito, pode ler-se:

Afixar – 10/01/2017 O Presidente da Junta”, seguindo-se a assinatura do dito.

Talvez se possa dar o benefício da dúvida e pensar apenas que lesto lhe saiu da esferográfica o texto, e onde lavrou “Afixe-se” quereria ter grafado “Arquive-se”. Talvez.

Para finalizar, outra questão daqui decorre:

Onde andam os verdadeiros jornalistas, dos sindicatos, da ética, da deontologia, em tempos tão solidários? Aqueles que até queixas “anónimas” faziam à ERC?

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…”. O Camões já tinha razão.

O resto… bom o resto faz-me lembrar aquele jogo de miúdos, na escola primária, em que nos púnhamos todos em linha, desabotoávamos a breguilha e, “coisitos” de fora, tentávamos ver quem conseguia fazer o “xixi” ir de jacto mais longe.

Bravatas d’antanho, cansados de jogar à bilharda. Tínhamos nós 8 anos.