E vão 3…

por PN | 2017.07.09 - 23:05

 

 

O secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade e o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, pediram a sua exoneração ao primeiro-Ministro.

Por causa das viagens pagas pela Galp ao Euro 2016. Não tendo ainda sido constituídos arguidos no chamado “Galpgate” e tendo-o já sido os seus respectivos chefes de gabinete, Costa Oliveira, Rocha Andrade e Vasconcelos, na previsão de o virem a ser brevemente e para não prejudicarem o governo a que pertencem, assim o decidiram. E muito bem.

António Costa aceitou as exonerações solicitadas. E muito bem.

Que a Justiça seja consequente e célere, é o que se deseja, pois, inequivocamente, a Justiça portuguesa do tempo dos dois últimos chefes de governo – provavelmente sendo a mesma – acelerou as investigações aos diversíssimos casos e fez os portugueses, de novo, terem fé na sua actuação. E muito bem.

Os secretários de Estado estiveram mal ao aceitar as viagens pagas pela Galp – a quem decerto nada vai acontecer, nem sequer uma magrinha e esconsa tentativa de corrupção – e, nesse entendimento, perante a mediatização do caso e face à investida da Justiça, estiveram inversamente muito bem ao deixar as pastas que ocupavam.

Entreve-se aqui uma notória diferença entre estes actos e os de outros governantes de anteriores legislaturas. E isso é bom para a credibilização política, a assunção e/ou reconhecimento da incorrecção/ilegalidade de actos cometidos. Mesmo que falemos de “tremoços”…

Uma certeza: Costa perde três operacionais competentes, mas ganha credibilidade num momento difícil da governação quando a oposição, hiante e ululante, pede a demissão de ministros, secretários de estado, militares, protecção civil, quarteleiros, corneteiros e cães polícia.

Oposição que e no tocante à moral e à ética só tem uma coisa boa: a má memória.