Duas breves notas: “bolsas de estacionamento” e PSD autárquicas

por PN | 2016.12.26 - 12:58

 

 

Almeida Henriques, na sua estratégia habitual, depois de atirar o barro à parede e ver que pegava com dificuldade, neste seu afã despropositado de perfurar toda a parte histórica da cidade para fazer três novos silos de estacionamento pago, veio agora, numa cambalhota semântica daquelas para as quais deve pagar a um gabinete de estudos “especializado” “pipas de massa”, falar nas “bolsas de estacionamento”.

A “labieta” é esta: “um plano que visa regularizar o estacionamento na zona da Sé,  facilitando assim a vida a quem reside na parte mais antiga na cidade e que normalmente nunca encontra um lugar para o seu carro, principalmente, à hora do almoço ou à noite.”

Ou seja, a bondade do acto a tentar “obnubilar” a sua negatividade e lesiva verdade.

Deus lhe perdoe que qualquer dia os viseenses não conseguirão fazer-lho… Esta forma de continuadamente “edulcorar” a cínica realidade com tentativas de “caução nobre” na forma, que não no conteúdo, é um fenómeno lastimável de apropriação da linguagem para o serviço do vazio da retórica política.

Leia George Steiner e Roland Barthes, meu caro, leia, mas com atenção… Se não conseguir, mande ler ao seu genial staff.

 

 

Passos Coelho no seu estertor estrepitoso de uma oposição pífia e desacreditada é o exemplo a não seguir pelas distritais laranja desse país fora.

Ao não conseguir um candidato credível para Lisboa, a sul, Coimbra, no centro e Porto a norte, ou melhor, nem credível nem incredível, por exemplo em Lisboa, onde ainda anda a escorregar para trás e para diante na casca de banana de Assunção Cristas – ou não tivesse ela sido ministra da Agricultura –, não descortinando ainda se a apoia ou se não apoia, naquele bipolarismo pendular que caracteriza as suas decisões públicas, mostra à saciedade a sua falta de estratégia política autárquica.

Que este mau exemplo não alastre ao País, são os nossos votos. Num país sem uma oposição assertiva, credível e forte, sai a perder a democracia, embora, neste caso, devesse sair… o líder “esfrangalhado” da oposição.