Diz-se que o Natal se passa em família

por Iara Martins | 2013.12.18 - 21:22

Com o Natal aumenta a confusão das ruas e as preocupações de todos nós.

Independentemente de tudo o que o Natal já foi,  hoje em dia, o Natal é, de facto, a festa da família. Uma festa em que é suposto a família reunir-se, comer bacalhau e doces, conversar e trocar prendas.

E é aqui que surge o principal problema que resulta do facto das famílias que temos se afastarem bastante das famílias idealizadas por nós ou pelo marketing da família feliz. Como a distância entre as famílias reais e essas outras que vamos interiorizando que deviam ser é enorme, o Natal acaba por ser um tempo de confrontação. Confrontação com a falta de família, com os conflitos e assuntos pendentes de família e também com famílias de que não gostamos ou que não gostam de nós.

Vivemos num tempo em que as famílias são muito pequenas. Vivemos num tempo em que as famílias estão distantes, muitas vezes em continentes diferentes.

São muitos os filhos únicos. São poucas as crianças que fazem do Natal o tempo mágico que se gostaria que fosse. São muitos mais os idosos que os jovens. E são muitas as separações e divórcios em todas as gerações.

Acresce a esta confusa realidade a obrigação de trocar prendas. E as prendas são uma demonstração da importância que se concede aos outros, do cuidado que se colocou na escolha, da atenção que se prestou ao gosto ou às necessidades de quem vai receber.

O tempo de Natal é um teste às famílias. A que normalmente se sobrevive sem grandes recordações nem decepções.

Licenciada em Fiscalidade mas que não gosta de números. E acredita que ontem, hoje e amanhã é a Liberdade!

Pub