Denúncia

por Eme João | 2015.11.08 - 23:56

 

 

Quando se é sistematicamente provocado por questões políticas ou outras, no local de trabalho, estamos perante um caso de bulling. O problema é provar.

Quando depois de mais de um ano a tentar aguentar, se opta por ingressar na mobilidade a resposta é quase sempre não.

Quando um funcionário ao domingo à noite tem que ser assistido pelo Inem por estar a ter um ataque de pânico, algo muito grave se está a passar.

Quando na semana seguinte, atingido o seu limite expõe o caso ao director, e chamando este o respetivo chefe de equipa, o diálogo começa a tomar moldes pouco civilizados…

Para evitar problemas maiores o director manda o funcionário para casa para descansar.

O funcionário opta por ficar, numa pequena sala ao lado tentando acalmar-se.

Mas eis que devido às paredes serem fracas, ouve a conversa do dito chefe que volta, iniciando logo com um pedido de desculpa. Depois, vem o argumento: o funcionário que é muito inteligente e estudou psicologia, estava a manipular todos para poder sair. Além do mais tinha certos problemas, há uns anos dava boleia a uma mulher com quem vivia e também tinha problemas com álcool.

Portanto, era uma pessoa problemática e manipuladora.

O funcionário conteve-se, e após a saída do energúmeno, dirigiu-se ao director, que não tinha forma de negar o que de tão grave foi dito.

À noite o funcionário foi parar de urgência ao hospital.

Agora, embora quisesse seguir as vias legais, não só pelo assédio moral, com também pela calúnia e atentado à integridade física, fica tudo numa boa.

A justiça é cara.

Nasceu em Lisboa em 31/10/1966. Estudou psicologia no Ispa. Trabalha actualmente no ISS.

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