Cristas e a nova era centrista

por Carlos Cunha | 2016.02.02 - 19:32

 

 

No próximo dia 6 de fevereiro, a candidata à presidência do CDS-PP, Assunção Cristas, desloca-se a Viseu para apresentar as linhas gerais da Moção Unidos para Crescer, que irá levar ao Congresso de Gondomar nos dias 12 e 13 de março.

Dos seis escolhidos por Paulo Portas, Assunção surge agora como a principal e talvez única candidata à liderança, prevendo-se uma sucessão tranquila muito por culpa de Nuno Melo, que decidiu não ser candidato, apesar de, internamente, muitos considerarem ser este o momento ideal para o eurodeputado avançar.

Cristas, desde muito cedo, anunciou que estava preparada para tudo até para suceder a Portas. A ousadia extemporânea valeu-lhe algumas alfinetadas internas, no entanto, hoje facilmente se percebe que a decisão de Assunção foi devidamente ponderada e como não possuía “tropas internas” jogou aquele que pode ser considerado o seu maior trunfo: a antecipação. Enquanto uns veem jogar, ela quer assumir claramente as rédeas do jogo. Agora é chegado o tempo de falar para dentro e de dar a conhecer o que pretende para o partido e para Portugal.

Neste trilho rumo à liderança, Assunção beneficiou dos efeitos benfazejos de uma sondagem que a davam como a preferida dos portugueses para suceder a Portas. Assunção ainda não controla o aparelho partidário, apesar de relevantes aspetos da vida partidária passarem pelas suas mãos, isto porque Cristas não fez carreira na jota. Foi Portas quem a convidou já mulher feita, tendo visto nela qualidades ímpares de trabalho e de liderança, que esta viria a confirmar, posteriormente, quando chamada à primeira linha do CDS-PP e, mais tarde, à frente do Ministério da Agricultura e do Mar.

Umas das principais curiosidades reside agora em saber quem serão os fiéis escudeiros de Assunção e que cedências fará às principais distritais, num momento que assinala o tempo de vésperas de uma nova era centrista.

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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