Cílio Correia na cerimónia dos 20 anos do agora CHTV…

por Cílio Correia | 2017.07.17 - 21:12

 

 

Convidámos o Sr. Ministro da Saúde para presidir a esta sessão protocolar, contudo, por razões de última hora tal não foi possível, tendo delegado no nosso particular amigo, Sr. Dr. Manuel Delgado. Obrigado.

É com grande satisfação que nos encontramos aqui hoje, dando mais um passo concreto no sentido de lembrar que já passaram 20 anos sobre a entrada em funcionamento de uma renovada e moderna unidade hospitalar, dotada de um elevado grau de competência e diferenciação técnica, para prestar cuidados de saúde de qualidade.

O novo Hospital de S. Teotónio veio substituir com maior abrangência de cuidados e melhores condições, os cuidados prestados no velho Hospital. Vale a pena recordar o exemplar processo de compromisso a esta necessidade sentida.

Sabemos que há necessidades em saúde sentidas pela população desta Região que não têm sido satisfeitas da maneira mais adequada. Temos bem definido o perfil assistencial, a área de influência e a dimensão daquilo que pretendemos, com grande aposta na inovação hospitalar.

Cabe-nos agradecer aos presentes, em nome da instituição e dos seus profissionais, por se associarem a esta secular instituição, dando brilho à cerimónia protocolar de Comemoração do 20º Aniversário da abertura de novo Hospital S. Teotónio de Viseu, hoje integrado no Centro Hospitalar Tondela Viseu. Sejam bem-vindos.

Aproveito para citar um autor nacional, Aquilino Ribeiro, de matriz beirã e cujo lema inspirador era “Alcança quem não cansa”. Em Viseu tivemos mais e melhor SNS, melhor acesso, mais qualidade, com uma enorme aposta na ambulatorização, reforço da articulação com os cuidados continuados integrados e assegurar ganhos de saúde.

Apostaremos na hospitalização de dia e cirurgia de ambulatório que permite uma melhor recuperação do doente e favorece a continuidade dos cuidados. Investiremos na requalificação da urgência polivalente e nas práticas que desincentivem o recurso desadequado ao serviço de urgência.

Estamos a promover a ligação à Universidade da Beira Interior e Institutos Politécnicos, numa aposta forte no Centro Académico das Beiras nas questões de formação avançada em Saúde e da investigação clínica.

Estamos comprometidos com os princípios e valores do Serviço Nacional de Saúde. Este Hospital é a nossa casa de saúde, o local a que recorremos em busca dum bem tão precioso como a saúde quando nos sentimos mal ou doentes.

Não podemos ficar para trás. Queremos ser o hospital de referência das Beiras.

Não é tarefa fácil, mas estamos empenhados em conseguir esse desiderato, com vista a reforçar gradualmente a coesão e a cultura institucional, bem como reafirmar o muito que a instituição tem contribuído para o crescimento do SNS e desenvolvimento da Medicina portuguesa.

 

17 de Julho de 1997 foi um dia só aparentemente vulgar. Já lá vão 20 anos, duas décadas. É muito tempo, muito trabalho, muito sonho, muitas horas sem dormir, muita entrega à causa pública, com a certeza de que não há paisagens perfeitas. Não somos santos ou heróis, simplesmente humanos.

Estamos num ponto de viragem. O futuro está aí. Temos que construir um novo perfil assistencial, melhorar as instalações, renovar os equipamentos, apostar em novos métodos organizacionais e construir uma nova centralidade no domínio oncológico.

Queremos primar por parcerias estratégicas dentro do SNS e contribuir para o aumento da acessibilidade e proximidade às populações. Esperamos reforçar esta cooperação e disponibilizar respostas clínicas de referência, reforçando as políticas de cooperação e afiliação como modelo inovador de gestão.

O nível de exigência técnico e cientifico está em permanente mudança e corre com tal celeridade que temos que estar preparados para responder com qualidade aos novos desafios e terapêuticas.

Desde as primeiras manifestações da doença até ao último sopro de vida, tanto no plano físico como espiritual, aqui encontraram e vão encontrar conforto e ajuda milhares de pessoas, nossos amigos e familiares, porque é neles que pensamos quando nos referimos ao Hospital de S. Teotónio, construído na Quinta da Pomba, mensageira da paz, pureza e simplicidade.

O Hospital S. Teotónio é aquilo que se pode chamar uma “obra a sério” da qual nos sentimos todos, digo bem, todos, orgulhosos. Não me atrevo a individualizar os méritos de quem quer que seja por correr o risco de deixar alguém de fora o que seria profundamente injusto.

O Conselho de Administração está imbuído desse espírito de missão. Vamos bater-nos para que esta casa não seja um arquivo ou repositório de memórias, mas um espaço vivo, moderno, um projeto de futuro para a Cidade e Região.

Aprovado que seja um novo perfil assistencial, de imediato se procederá à preparação do programa funcional e a todo o trabalho de preparação do estudo estratégico e dos demais documentos.

Tal reclama um plano de permanente renovação, de investimentos significativos em vários domínios, de importante requalificação tecnológica, para ajudar os profissionais de excelência que temos e que todos os dias dão o melhor de si próprios para corresponder às expectativas dos nossos doentes.

Em cada momento temos de olhar para aquilo que a vida nos coloca diante e aceitarmos os desafios. As alterações demográficas, as mudanças da estrutura familiar tradicional e o aumento da esperança de vida exigem novas respostas públicas na área da saúde.

A qualidade dos cuidados de saúde realiza-se na proximidade, na melhoria do acesso, na promoção dos cuidados de ambulatório e domiciliários, no aprofundamento dos cuidados continuados, na modernização hospitalar.

É o que estamos a fazer em Viseu.

Não podemos terminar sem uma palavra de agradecimento para todos vós e para os profissionais que integraram a comissão organizadora destas comemorações.