“Carpe diem”: arte mágica

por Vitor Santos | 2016.11.05 - 12:10

 

O Dia Mundial do Cinema comemora-se a 5 de novembro.

O cinema continua a ter um fazer-crer numa linguagem artística única.  A enorme capacidade de reproduzir o movimento, (imagem + som), mantém o cinema como a arte mágica. A sétima arte,  esta numeração das artes é apenas indicativa – pois cada uma é caraterizada pelos elementos básicos que formatam a sua linguagem, é reconhecida pelo seu poder sobre as emoções humanas. O cinema fascina as pessoas desde as suas primeiras apresentações pelos irmãos Lumière, no fim do século XIX, em 1895 na França.

Ao longo das décadas o cinema foi-se aperfeiçoando e atualmente existem já cinemas com sistemas 7D – simulação com neve, chuva, fumos, balanços, que permite ter uma visão em várias dimensões possibilitando assim que o espectador se sinta como se estivesse dentro do filme.

A ida ao cinema deixou de ser um ato social. Muitas das vezes promovia-se a ida ao cinema e não o filme em si. Hoje, os cinemas localizam-se em centros comerciais e as salas de cinema desapareceram. As vilas deixaram de ter sessões de cinema e há um retrocesso no acesso ao mesmo.

Cine-Rossio e São Mateus foram salas de cinemas que marcaram várias gerações na cidade de Viseu. Em grandes cidades começam a reabrir cinemas de referência que por razões económicas tiveram de encerrar na mudança do milénio. Viseu já não vai ter essa possibilidade.

Quase todos temos o(s) filme(s) da nossa vida. O meu filme é o Clube dos Poetas Mortos (1989) que relata a história de um professor de literatura e dos seus alunos num colégio interno marcadamente elitista e com uma disciplina muito rígida e em que a poesia é o grande tema sob o lema “Carpe diem”. Por razões diferentes outros existem que são marcantes:  Mary Poppins (1964), Laranja Mecânica (1971), O Poderoso Chefão (1972), Tubarão (1975), E.T. (1982), A Lista de Schindler (1993), De Volta Para o Futuro (1985), O Silêncio dos Inocentes (1991), O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (2001), etc. Estes clássicos ainda hoje são apreciados em home cinema.

Da comédia ao romance, passando pela ação, são vários os géneros cinematográficos que inspiram milhões de pessoas, assim como as fazem sonhar, rir, chorar e gritar de medo.

Vitor Santos nasceu em Viseu no ano de 1967. Concluiu o Curso de Comunicação Social no IPV. Conta com várias colaborações na Imprensa Regional. Foi diretor do Jornal O Derby.

Pub