As presidenciais dos “noves fora”

por Luís Ferreira | 2016.01.19 - 16:22

 

 

Desde que começou a pré-campanha das Eleições Presidenciais, vivemos diariamente atordoados com as “lambadas” de informação acerca dos dez candidatos. Nesta altura crítica, as estações televisivas passam a ser fiéis publicitárias, e os jornalistas, imparciais acompanhantes. Mas para não ser alvo de críticas, corrijo: Imparciais, nem sempre, pronto! Mas acompanhantes, temos que admitir que sim. Até porque, para alguns (ou talvez para a maioria dos) candidatos, eles são os únicos “apoiantes”. Quem é o que os escolta nas arruadas? Duas ou três câmaras, uns microfones, e uma boa fornada de jornalistas a fazer a cobertura total dos acontecimentos. Contudo, tudo isto é quanto baste para o Tino dançar uns bailaricos.

Bem diferente dessa imagem reconfortante do Tino, é a especificidade e clareza dos nossos candidatos. Medidas e atitudes, tenho ouvido poucas. Criticam-se uns aos outros, e lá vão respondendo aos “bitaites” dos jornalistas. Mas honram sempre a primordial tradição portuguesa. E que ninguém me desminta! Todos visitam as pastelarias só para comer um bolinho, sejamos reais. Porque “quem não é para comer, também não é para trabalhar”! Ou então, agem como a Maria de Belém, mais sábia e moderna, e vão antes comer uns tremoços, à espera que alguém sorrateiramente ofereça uma mini.

Ainda assim, admito que, no meio de tudo isto, e ainda dorido destas “lambadas” informativas, ainda só consegui reter que a Marisa Matias, aquela valentona do slogan “Uma por todos”, exclui o Sporting do “todos”. Ah, e que nenhum candidato, mas NENHUM mesmo, admite semelhanças a Cavaco Silva. Tudo, menos isso! Chamem-lhes comunistas ou até fascistas… mas Cavaco, não.

 

E esta é a minha breve caricatura verbal a estas presidenciais. A estas eleições, onde muitos nem sequer querem ser Presidente da República. Querem é que o Marcelo não o seja. Onde todos se unem no combate ao professor. Onde, “noves fora”, temos campeonato dos nove contra um.

Luís Ferreira é natural de Ferreirim, Sernancelhe, tem 17 anos e é estudante de Economia.

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