As presidenciais

por Carlos Cunha | 2016.01.14 - 18:07

 

 

Faltam menos de 15 dias para conhecermos o próximo Presidente da República ou talvez falte um pouco mais no caso de nada ficar decidido à primeira volta.

Esta é a eleição presidencial com o maior número de candidatos: uma dezena, havendo-os, portanto, para todos os gostos: os intelectuais, os solitários, os exóticos, os do contra, os divisionistas, os que andaram sempre nos bastidores e os populares.

Os debates televisivos contribuíram para que os ficássemos a conhecer um pouco melhor. Do resultado dos mesmos houve quem confirmasse as expectativas e quem ficasse aquém destas.

Ficou claro que Marcelo é bem melhor a comentar do que a debater. Começou num tom morno e amistoso com os candidatos menos conhecidos para se tornar mais combativo contra Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém.

SNAP apareceu em boa forma, enquanto Maria de Belém esteve longe de entusiasmar, mostrando-se insípida e pouco cativante no discurso.

Voltando ao Prof. Marcelo podemos dizer que este está a seguir uma estratégia de risco máximo ao centrar toda a campanha na sua figura, o que certamente o irá desgastar atendendo ao caminho que ainda tem pela frente. Marcelo aposta tudo numa primeira volta, procurando colher os frutos de uma popularidade granjeada ao longo de vários anos como comentador e analista-mor da política nacional. Teremos assim muito Marcelo e pouco partido. Mas até que ponto este afastamento em relação aos dois partidos que o apoiam não lhe poderá ser prejudicial?

Cavaco, o último inquilino de Belém, apesar de favorito nas sondagens contra os opositores Soares e Alegre, nunca abdicou da máquina partidária e dos seus benefícios na hora de organizar e dinamizar a campanha. Marcelo partiu com larga vantagem para esta corrida, mas ao fazer uma campanha “minimalista” parece querer deixar-se igualar pelos seus adversários, o que poderá ser a “morte do artista”.

Passos e Portas nunca viram com grande entusiasmo a candidatura do Professor e este parece agora algo “perdido” sem o apoio da máquina partidária. Ainda que seja figura querida da comunicação social, o Professor está demasiado solitário a passar a mensagem. Como sou apreciador da máxima futebolística prognósticos só no fim do jogo, resta-me aguardar e ver se as urnas confirmam se a estratégia seguida pelo Professor foi a mais acertada.

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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