As manhãs desportivas e o desleixado Parque Urbano da Radial de Santiago

por Carlos Cunha | 2016.05.08 - 22:26

 

 

No dia 8 de maio teve início o Programa Manhãs Desportivas, promovido pela autarquia viseense. Este é um programa com virtudes, constituindo um bom pretexto para os viseenses, que gostam de praticar desporto, se reunirem aos domingos, logo ao início da manhã, durante os meses de maio e junho.

Se tenho opinião positiva sobre o Programa das Manhãs Desportivas, até porque o mesmo tem atividades desportivas com elevada adesão, não posso deixar de criticar “o deixa andar” em que se encontra o Parque Urbano da Radial de Santiago, local escolhido há vários anos para a realização deste evento desportivo e que, nos últimos dois anos e meio, tem estado fora das prioridades camarárias no que diz respeito a melhoramentos.

Se Almeida Henriques tem procurado, nestes dois primeiros anos de mandato, demarcar-se do seu antecessor, apostando forte em campanhas de marketing, tinha no Parque Urbano da Radial de Santiago uma excelente oportunidade de realizar obra e de melhorar significativamente aquele espaço de desporto e lazer.

r1

A iluminação LED, que hoje está em algumas das principais ruas da cidade, ainda não chegou à Radial de Santiago. Os candeeiros mais pequenos, a maior parte deles vandalizados há alguns anos, lá continuam à espera de melhor sorte. Não se percebe como é que um espaço tão frequentado por crianças continua sem ter um Parque Infantil. O bebedouro, situado perto dos aparelhos de ginástica, está fora de serviço, assim como o Bar, que no ano passado esteve praticamente todo o ano encerrado, o que não deixa de ser constrangedor no ano oficial para visitar Viseu, que o edil viseense anunciou aquando da BTL.

r5

No entanto, para Almeida Henriques é mais importante mandar fazer umas pinturas modernaças no “Prédio da Caixa”, que dão umas breves notícias na imprensa local e nacional, em vez de investir na prioritária recuperação do Parque da Radial de Santiago, que não traz mediatismo, mas antes o reconhecimento de quem utiliza e usufrui daquele espaço.

Nesta matéria, e até prova em contrário, o acessório prevalece sobre o essencial, resta saber até quando.

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

Pub