As incoerências de Almeida Henriques

por PN | 2017.01.03 - 17:22

 

 

Não há autarca que tanto chore, clame e rogue pelos fundos comunitários para fazer as suas obrinhas urbanas como o de Viseu. E muito bem. “Quem não chora não mama”, diz o povo que é sábio.

Ele carpe-se semanalmente no CM, no Porto Canal, na TSF, na SIC… em todo o orgão que lhe dá camara e microfone.

Esquece-se do que não fez e mal fez aquando da sua efémera passagem pelo governo de Passos Coelho, numa secretaria de Estado com poder decisório fundamental… Mas não é apanágio dos políticos a debilidade da memória?

Desta vez, no dia 26 de Setembro, na reunião da AM, foi uma mulher, uma vez mais, que lhe lembrou as suas obrigações. Filomena Pires, da CDU, atenta e responsável a confrontá-lo com o facto de Viseu não ter sido abrangida pelos apoios disponibilizados para acções de estabilização de emergência pós-incêndio. E isto quando falamos numa área ardida superior a mil hectares distribuídos pelas freguesias de Coutos de Viseu e União de Freguesias de Boa Aldeia, Farminhão e Torredeita…

Filomena Pires apresentou a moção da CDU, foi votada, aprovada e obteve agora a resposta do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, disponibilizando o montante de 318.853,00€ para candidaturas a efectuar até 31 de Janeiro.

Em suma, o Rossio, o Mercado 2 de Maio, o Largo da Sé e a Praça D. Duarte estão longe, muito longe das freguesias… a visibilidade é nula e o voto está certo. Quanto aos munícipes que pagam os seus impostos… ele há-os de 1ª, 2ª e 3ª, mas todos muito abaixo dos turistas que vêm enriquecer a fulgurante economia viseense.

Em suma, a CMV não pediu apoios a que tinha direito para as áreas ardidas…

Qual a coerência do reclamante pelo que não lhe chega e pelo qual chora “baba e ranho”, para as festarolas e para os canteiros da urbe?