As 25 escolas do distrito

por PN | 2016.12.17 - 17:16

 

 

O ranking publicado pelo semanário “Expresso” sobre as escolas portugueses e o lugar obtido em função da média alcançada pelos alunos internos na 1ª fase dos exames nacionais dão 17 estabelecimentos de Ensino a subir, 1 que mantém e 7 a descer.

Perante uma análise fria deste resultado diríamos que a qualidade de Ensino melhorou.

Vários factores poderão ser tomados em linha de conta, desde o fim da diabolização da classe docente iniciado por uma ministra socialista; às melhores condições físicas dos estabelecimentos; a uma apaziguação da classe docente; ao término de uma guerra entre pais/alunos e professores; a uma estabilidade acrescida do corpo docente mas, essencialmente,  a uma gestão focada no sucesso escolar, geradora de todas as convergências e sinergias para esse fim, passando pela paz social, bem-estar de docentes e funcionários e crescente motivação dos alunos.

O sucesso escolar também se faz em casa com a melhoria da qualidade de vida das famílias, com a alimentação saudável e com a harmonia domiciliária.

As Escolas foram transformadas num determinado período da nossa curta história em ringues de luta; em despejos de legislação quotidianamente a alterar-se e a interconflituar; num local onde os professores se burocratizavam reiteradamente, tornando-se meros “gestores de papelada”.

Há que criar paz social e bom e salutar ambiente de trabalho fundado no respeito por todos. Mas há mais, a didáctica, que é a arte de ensinar, deve emanar de equipas para isso motivadas, geradoras de estratégias renovadas para atingir o objectivo da motivação que leva ao sucesso, esteiado no desejo estimulado de aprender.

Haverá escolas onde tal pressuposto ainda não chegou… Criem-se as condições para isso, sem esquecer que em Portugal existe um Ensino Público cientificamente competente e adequado à pluralidade de diferenças de todos os alunos e regiões.

Mas lembremo-nos também que, se na sua origem, docente é aquele que dá, discente é o que recebe. Da proficuidade desta interacção, desta empatia continuada e sempre renovada sai o êxito. Não obstante, enquanto os alunos não encararem, de novo, a Escola como porta de entrada para um mundo profissional condigno e acolhedor, enquanto houver governantes que mandem emigrar os nossos alunos recém-licenciados, não há esforço que erga e restaure estas demolições feitas…

E tenhamos presente: apreciações simplistas e centradas apenas em itens muito precisos e específicos, podem não dar a imagem cabal que subjaz a toda esta realidade. Fiquemos satisfeitos por 17 em 25 escolas do nosso território terem, ainda assim, melhorado as suas “performances”.

Parabéns aos professores, aos alunos, aos funcionários, às direcções e aos pais, sem esquecer as tutelas…