Ano de eleições

por PN | 2019.04.15 - 08:20

Com eleições europeias a 26 do próximo mês de Maio e legislativas a 6 de Outubro, ficam à bica a eleição para o presidente da República que nada de novo nos trará, em Janeiro de 2021 e as autárquicas, para Setembro/Outubro do mesmo ano.

As eleições europeias, em 2014, tiveram uma abstenção global das maiores de sempre, com 42,54% e em Portugal com 33,84%.

Lembremos que o PS obteve 8 lugares com 31,46%, a Aliança Portugal (PSD-CDS) obteve 7 lugares com 27,71%, a CDU 3 lugares com 12,68%, o Partido da Terra 2 com 7,14% (este partido alegou posteriormente que Marinho Pinto não fazia parte da sua “equipa”, tendo formado o PDR) e o BE 1 com 4,56%. Perfizeram-se assim os 21 deputados eleitos pelo nosso país.

Se em Portugal tivemos um 7-1 (PSD e CDS), podemos agora vir a ter um 6-1, ou um 6-2, ou ainda um 6-1-1 com a Aliança, podendo numa perspectiva optimista passar ainda o PS de 8 para 9 deputados, dada a popularidade governativa e se esta não for abalada com o “esquema familiar” cada vez mais absurdamente crescente.

Marinho Pinto, do PDR, em queda acentuada deverá perder a representatividade, ficando 4 lugares para repartir entre a CDU e o BE, provavelmente num 3-1.

Se a emergência dos partidos populistas de extrema-direita e o seu crescimento é uma realidade, face ao descrédito carreado pelo Brexit, políticas económicas controversas e fracturantes e crise dos refugiados, ou seja, um falhanço europeu face às suas responsabilidades e àquilo que da Europa se esperava, uma baixa na abstenção pode ainda assim reequilibrar os resultados, se bem que sempre em perda.

Este será um primeiro teste para Portugal, seguindo-se-lhe o mais decisivo nas legislativas de Outubro.

Faltam 40 e poucos dias para o acto eleitoral. Não fique em casa, não se demita da sua cidadania e pondere sobre quem vai levar o seu precioso voto.