Almeida Henriques e o anti-herói: há que estudar…

por Miguel Fernandes | 2015.01.06 - 18:08

Caro Almeida Henriques, estava esticado no sofá a abrir uma cerveja e a dar-lhe no Zappa quando, de novo, me vejo obrigado a ser o anti-herói das beiras.

Eu não queria, a minha preguiça não permite grandes veleidades em termos de heroísmo, mas volta e meia, não havendo melhor alternativa, sou forçado a repor a ordem.

Que fique claro: A culpa é sua, não é minha. Vamos à vaca fria que a cerveja aquece.

O que é um anti-herói? Um anti-herói é um sujeito sem grandes qualidades que por motivos de força maior toma atitudes que surgem aos nossos olhos como positivas.

Por exemplo: no grande Nabo até podemos simpatizar com Humbert Humbert, que a certa altura podemos confundir como um anti-herói, mas não é, nunca foi.

Descendo dois degraus na escadaria cultural. Quando viu o Rambo I estava a ver um anti-social que parte a cidade toda porque foi vítima de uma injustiça. Não foi altruísmo, foi umbiguismo o que levou o anti-herói a actuar.

catwlow

Um alerta: Quando vir o Batman não confunda a Catwoman (anti-heroína) com o Joker (vilão), a coisa pode correr mal. Por um lado ela beija melhor; por outro, tanto quanto sei, ele pode ser da família do Salgado – como sabe, a árvore genealógica dos vilões é estreita, são todos primos.

 

Link de contexto:

http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/almeida_henriques/detalhe/premios_2014.html

 

Miguel Fernandes, nascido em Viseu nos anos 80, durante a adolescência foi consumidor hiper-activo de televisão, música pop e lustrosos clássicos herdados do seu avô paterno. Tornou-se forasteiro, no seu próprio país, primeiro dedicou-se à Ciência Política depois à Gestão, quando finalmente percebeu que "Greed is not Good" regressou à planície beirã.

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