Águas de Viseu plurimunicipalizadas…

por PN | 2019.07.14 - 20:23

Em seu tempo malogradas as primárias negociações entre sete ou oito municípios, talvez pelo “olhar gordo” de um dos participantes, de novo se reúnem cinco autarcas vizinhos para, pela plurimunicipalização, resolver os problemas de falta de água nos respectivos concelhos.

Todos temos presente a “heróica saga” dos camiões cisterna, no passado verão. Assim como a sua intensa e penosa mediatização.

Todos quantos temos memória – somos cada vez menos – nos recordamos da estranha tentativa de privatização das Águas de Viseu, que resultaria numa espécie de SA “águas do planalto”, com as consequências que ninguém ignora e que muitos pagam para gáudio e proveito de poucos.

Todos se lembram (?) daqueles embrionários estatutos apresentados por Viseu onde se desenhava já um pré-futuro de oportunidades em termos de gestão da entidade.

Águas passadas…

Desta feita, cinco autarcas reuniram-se para tentar encontrar uma plausível solução. Foi até referido que as obras não foram feitas no tempo adequado e para acautelar devidamente a situação. Houve até quem criticasse, pelo facto e com dureza, o ex-autarca de Viseu, Fernando Ruas. Críticas vindas do “pomar laranja”…

Os cinco protagonistas desta reunião foram, e por ordem alfabética, os autarcas dos municípios de Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Sátão e Viseu.

Se três são socialistas – a maioria – Almeida Henriques como fez com a presidência da CIM Dão Lafões, poderá invocar para ser o “boss” ter 70% de direitos (uma espécie de permilagem) e não somente dois em cinco autarcas, ele e o de Sátão, Paulo Santos, contra os três do “canteiro rosa”, Francisco Carvalho (que se fez representar pelo vereador José Laires), Borges da Silva e João Azevedo.

Aparentemente entenderam-se. Parabéns. A escassez da vital linfa assim o determina. Esperamos não ter agora, a pretexto da escassez, de suportar novas tarifas penalizadoras de todos os munícipes.

E não serão só os da autarquia de Viseu, pois também os das outras verão as suas tarifas de água a subir e o pecúlio a descer, nas carteiras já depauperadas pelos muitos e altos impostos vigentes.

Na magna reunião esteve ainda presente, em representação do governo, Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Transição Energética.

Paulo Neto

(Foto DR)