ADOÇÃO: Afetos e etapas – “Annie”

por Sara Alves | 2017.01.12 - 17:45

 

 

“Annie” é um musical de 2014 dirigido por Will Gluck que conta a história de uma menina órfã que vive aos cuidados da maldosa senhora Hanningan.

Este filme é uma adaptação contemporânea do musical com o mesmo nome, que por sua vez é baseado na história de Harold Gray com o nome “Little Orphan Annie, datado de 1924”.

Annie é uma menina com cerca de 12 anos que foi abandonada na rua à porta de um restaurante pelos seus pais biológicos com a promessa de um dia a irem buscar!… É uma menina alegre muito otimista, sempre com um sorriso na cara, corajosa e generosa.

Um dia, a sua vida muda por completo quando vai morar com um político chamado Will Stacks. Will Stacks é um milionário que fez a sua fortuna na área das comunicações. É um homem que vive sozinho, a sua vida gira ao redor do seu trabalho e tem como ambição concorrer a mayor da cidade de Nova Iorque.

Um dia, Will Staks salva Annie de um atropelamento e verificando que era uma criança que tinha sido abandonada pelos seus pais leva-a temporariamente para sua casa, numa ação de campanha para ganhar os votos dos eleitores de Nova Iorque.

Muitas peripécias acontecem, entretanto, e no final do filme Will Stacks adota Annie e esta passa a ter uma família constituída pelo seu pai adotivo.

 

Todas as crianças têm direito a ter uma família, porque é a família que, tendo como função primária a partilha de afetos e cuidados de forma a satisfazer plenamente as suas necessidades físicas e emocionais, é a instância onde o seu desenvolvimento melhor pode evoluir.

O ambiente familiar é estruturante da vida futura da criança, porque é aí que ela conhece e experiencia as primeiras realidades emocionais, afetivas e sociais. Compete também quase exclusivamente à família nesta fase satisfazer as suas necessidades materiais e físicas, como suporte da satisfação das suas necessidades emocionais de amor, afeto e segurança.

A socialização realizada na família, é por muitos considerada como primária e é um processo que se inicia com o nascimento. Irá constituir o alicerce de todas as socializações que o futuro irá exigir, isto é, das socializações secundárias. A peça fundamental de todos esses processos de socialização é a comunicação, pois é através dela que o individuo se relaciona com o seu mundo interior e com o mundo exterior, realizando gradualmente uma construção social da realidade. As crianças necessitam, por isso, de adquirir e desenvolver o mais cedo possível, uma linguagem expressiva que lhes permita comunicar com os outros e expressar-lhe os seus sentimentos e emoções.

 

A Família é o contexto natural para crescer.

A Família é complexidade.

A Família é teia de laços consanguíneos e, sobretudo de laços afetivos.

A Família gera amor e, às vezes, sofrimento.

A família vive-se (Relvas. A. P. 1996).