ADOÇÃO: Afetos e etapas

por Sara Alves | 2015.11.01 - 15:10

 

 

Gru, o Maldisposto é um filme de 2010 que teve continuação em 2013 (Gru, o Maldisposto 2). É um filme norte-americano de animação da Universal Studios e da Illumination Entertainment. O filme conta a história de Gru, um supervilão que tem o sonho de se tornar o maior vilão do mundo.

Gru, o protagonista desta história, um homem já com alguns anos de vida, que vive sozinho, rabugento, rezingão, ambicioso, que tem sempre ideias maléficas na cabeça e que tenta por em prática com planos muito elaborados e ardilosos.

A história do primeiro filme começa com Gru de orgulho ferido, a ter a fantástica ideia de roubar a lua com a ajuda dos seus ajudantes amarelos, os Mínimos. Isto porque um vilão rouba uma das pirâmides do Egito e o nosso protagonista pretende ser recordado nos livros de história como sendo o maior vilão de todos os tempos.

Para atingir este objetivo, ele precisa de um foguete e de um raio que consiga encolher as coisas. Surgem vários contratempos e um deles é que para conseguir construir o foguete, Gru precisa de dinheiro que não tem. Por isso, pede um empréstimo ao banco, mas vê o seu pedido recusado. Como se não bastasse, Gru tem que roubar um “raio encolhedor” (um objeto que consegue diminuir o tamanho de tudo o que atinge) a um outro vilão – Vetor.

Sem conseguir invadir a fortaleza de Vetor, Gru encontra o plano perfeito quando encontra três pequenas órfãs Margo, Agnes e Edith a venderem bolinhos ao domicílio.

As três pequenas órfãs, quando conhecem Gru vêm nele um potencial pai e Gru simplesmente vê nelas um instrumento a utilizar.

Muitas peripécias acontecem e no final vemos Gru a adotar as pequenas órfãs como suas filhas, criando com elas laços bastante fortes, tornando-se, assim, um homem de coração bondoso e cheio de amor e ternura para lhes dar.

No segundo filme, vemos o nosso protagonista, como um pai de família, com uma vida muita pacata, que vive para as suas novas e adoráveis filhotas. Gru, já não pensa em elaborar e fazer planos maléficos e passa a ser um cidadão que abandonou a sua vida ilícita para poder ter uma vida sem inquietações à sua família.

Todavia a sua vida pacata leva uma volta de 360° quando é inesperadamente sequestrado por Lucy Wilde (uma agente da Liga Anti Vilões) e levado à presença de do líder dessa Liga, uma associação que se dedica a combater o crime à escala planetária.

Gru descobre que vai ser recrutado para a Liga Anti Vilões e que a sua nova função é perceber e antecipar as intenções de El Macho, um terrível malfeitor que ameaça destruir o mundo. Sem nenhuma alternativa, aceita a missão que lhe foi atribuída. Gru, dado o seu passado de vilão, vai ser forçado a utilizar os seus instintos maléficos, envolvendo neles as três filhas e, claro, os seus pequenos Minimos.

Muitas aventuras e façanhas se passam e é com grande satisfação que no final do filme Gru aparece como um homem apaixonado que se casa com Lucy que passa a ser a nova mãe das pequenas Margo, Agnes e Edith.

Assim, as três pequenas ganham uma nova família, agora constituída por um pai – Gru e uma mãe – Lucy.

 

Em Portugal, segundo a lei portuguesa existem dois tipos de Adoção: a Adoção Plena e a Adoção Restrita.

Na Adoção Plena quem pode adotar são duas pessoas de sexo diferente, que sejam casadas, não separadas judicialmente, vivam em união de facto há mais de 4 anos e que tenham ambas mais de 25 anos. Além disso, uma pessoa individual se tiver mais de 30 anos, ou mais de 25 anos, se o adotado for filho do seu atual cônjuge.

Os candidatos a adotantes com mais de 60 anos, só podem adotar se a criança ou jovem lhes tiver sido confiado antes de terem feito essa idade ou se o adotado for filho de um dos cônjuges.

Neste tipo de adoção, a diferença de idades entre o adotante e o adotado não deve ser superior a 50 anos (exceto em situações especiais).

Na Adoção Restrita quem pode adotar são pessoas individuais e casais com mais de 25 anos e até 60 anos, à data em que o menor lhes tenha sido confiado (exceto se este for filho do cônjuge). Atualmente, este tipo de adoção ocorre poucas vezes.

A adoção é um processo de dádiva de amor, dedicação e sacrifício por parte dos adotantes para com o adotado. Em termos ideais não deverá ser nunca um mecanismo de compensação de frustrações ou intenções duvidosas. A conduta de Gru, ou processos semelhantes, não podem ter lugar numa adoção, já que ela tem objetivos e finalidades de todo opostas.