A sorte nem sempre está do lado dos prevaricadores

por Carlos Cunha | 2019.02.25 - 17:37

 

 

 

 

Não gosto de dar lições de moral a ninguém, porque parto do princípio de que todos erramos. Por isso, quem nunca errou que atire a primeira pedra.

Há quem por força das suas responsabilidades tenha menor margem de erro, ou seja, devemos educar pelo exemplo e não apenas pela palavra. Esta norma apenas se confirma se entre a palavra e a ação houver coerência.

Vem isto a propósito de uma situação que presenciei hoje de manhã no trânsito no trajeto que faço habitualmente para o meu trabalho. Circulava na Avenida da Europa no sentido Viseu Abraveses, ao aproximar-me da rotunda de Abraveses, reduzi a velocidade e encostei-me à direita. Fiquei atrás de dois carros que entretanto pararam para deixar atravessar um senhor na passadeira.

Quando este iniciou a passagem, uma carrinha Mercedes circulava pela esquerda em marcha acelerada e apercebendo-se que não conseguia parar atempadamente, ziguezagueou até à faixa da esquerda, conseguindo passar à frente dos três carros que aí estavam parados. O senhor estava a meio da passadeira e eu temi o pior. Por sorte e alguma perícia a carrinha Mercedes que ia com ocupantes conseguiu passar sem ninguém se magoar.

Acontece que a carrinha Mercedes era um táxi e como tal quem a conduzia devia ser mais atento e responsável, porque nem sempre a sorte protege os prevaricadores.

 

(Foto DR)

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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