A proximidade entre os jovens diplomados e o Centro de Emprego em Viseu

por Hugo Pádua | 2014.01.14 - 21:47

Na conjuntura económica que vivemos e, mais concretamente, no actual mercado de trabalho, somos cada vez mais acautelados para o cuidado que devemos ter ao abraçar uma área de estudos por toda uma vida. A palavra empregabilidade entrou na ordem do dia e, com o uso trivial deste termo, novas necessidades surgiram.

Obstante à inserção no mercado de trabalho, a ligação entre ensino superior e o emprego é na grande maioria dos casos inexistente (salvo excepção para algumas bolsas de emprego associadas às faculdades\universidades), criando um vazio que é preenchido, supostamente, pelos estágios profissionais e outros incentivos às empresas para que recrutem licenciados. Assim sendo, os Centros de Emprego (responsáveis pela atribuição do referido subsídio) deveriam ser o maior motor (público) de aproximação entre os jovens diplomados e as empresas, afinal lidam diariamente com a manifestação onerosa de que tal abeiramento não se faz por magia ou inércia.

Em Viseu, e pelos vários testemunhos, são remetidas várias ofertas de emprego, directamente pelos empregadores interessados, sem que o Centro de Emprego contacte avidamente, sequer, os diplomados que se encaixem no perfil pretendido. Nem um email, nem uma chamada, absolutamente nada! Poderá o desempregado deslocar-se ao Centro de Emprego e vislumbrar várias ofertas que, tendo ou não sido já preenchidas, são do seu completo desconhecimento.

A única solução passa mesmo por se deslocar até ao Centro de vez em quando, afinal de contas na plataforma Web estão abertos 12 concursos na área de Viseu, sendo apenas 1 para licenciados. Com um bocado de azar Viseu é uma cidade efectivamente seca de oportunidades para graduados, com alguma sorte faz-se valer por completo a crítica que apresento. Enquanto o lado burocrático do Centro que trata do emprego que cada um individualmente procura funciona dentro do possível para qualquer estabelecimento público, o lado que o caracteriza ao ponto de lhe dar nome, o do emprego propriamente dito, é deixado na margem de uma ponte que raramente sendo trespassada, quando o é prima pela excepção e não pela regra.

Membro do Secretariado da Concelhia de Viseu da Juventude Socialista (JS).

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