A Feira de S. Mateus 2015 e as listas do PS

por Carlos Cunha | 2015.07.23 - 09:50

Este ano assinala-se a 623 edição da Feira de S. Mateus (FSM), que mostra tudo aquilo que de melhor se faz em Viseu.

A FSM é um daqueles eventos que projeta o nome da cidade, do concelho e do Distrito por todo o Portugal e além fronteiras muito graças à ação de alguns dos seus principais embaixadores que são os nossos emigrantes, que ano após ano, são homenageados na FSM que lhes consagra na sua programação o dia do emigrante.

Este ano teremos uma Feira renovada com algumas alterações profundas que passam pela instalação do palco no espelho de água, na criação de uma nova avenida e na novidade blueticket, que permite a aquisição online de bilhetes para os espetáculos. É a Feira do século XXI a entrar na era do progresso. Em relação à edição do ano anterior, certamente ainda se recordarão dos torniquetes que, com rigor matemático, contavam o número de visitantes no recinto. Não sei se este ano os teremos a contar as entradas, pois, os mesmos já foram reclamados para o Estádio do Fontelo.

Sob o mote feirar está-nos no sangue, a FSM inicia-se a 7 de agosto e encerra a 13 de setembro, ou seja, oito dias antes do dia de S. Mateus. Este “pormenor” continua a ser negligenciado pela organização que parece não se incomodar com o facto do dia de S. Mateus continuar a ser excluído do certame ao qual dá o seu nome. Certamente, que os mais antigos ainda se recordam do tempo em que a Feira encerrava com uma procissão em honra de S. Mateus, que na sua enorme paciência e benevolência ainda estará a tentar perceber os motivos que ditaram a sua exclusão das duas últimas edições.

 

Mudando de assunto, está na ordem do dia a apresentação das listas de deputados às próximas eleições legislativas, que no PS, já se encontram finalizadas. Excluída da lista de Viseu, a mangualdense de Chãs de Tavares, Elza Pais, encontrou guarida na quota nacional que a colocou em lugar elegível na lista de Coimbra. Ambas as candidatas têm em comum o facto de serem mulheres e de se candidatarem por Distritos com os quais nada têm a ver, trazendo à tona de água disputas internas que deixaram cicatrizes profundas.

Mas se Elza Pais foi salva pelo manto protetor de António Costa, estranha-se que o mesmo não tenha acontecido a Acácio Pinto, que se eclipsou da órbita socialista, restando saber quanto tempo durará a travessia no deserto que agora inicia, na qual será acompanhado pelo companheiro de muitas lutas José Junqueiro.

A sofrer de indigestão está certamente a presidente da concelhia viseense, Adelaide Modesto, que foi preterida em detrimento de Lúcia Silva, a quem os seus detratores apodam de alpinista política.

Mas como diz o ditado popular não vale a pena chorar pelo leite derramado, pelo que a solução é seguir em frente.

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

Pub