A ditadura dos LIKES

por Vitor Santos | 2016.10.18 - 12:02

 

Outubro  é o mês da internet segura.

Vivemos na era das celebridades, das redes sociais, de imagens criadas para internet e comunicação social e todos os dias vimos gente a sacrificar a sua privacidade pelo gosto de serem notados e falados. Muitos parecem acreditar que só quando são os centros das atenções são verdadeiramente bons e importantes. No mundo em que quem tem mais likes é o mais popular e feliz dos homens. Não se quer saber a verdade que está por detrás da “imagem” mas do que esta transmite e o que o autor solicita: protagonismo versus likes.

As redes sociais são ferramentas que se devem utilizar como outras: com sentido de responsabilidade e o bom senso deve sempre prevalecer. Nunca esquecer que o que se publica – imagem e /ou texto é da inteira responsabilidade do autor. Permite-lhes alcançar um maior número de pessoas a quem possam mostrar o seu trabalho, divulgar produto e/ou empresa. É através das redes sociais que muitos utilizadores têm acesso às notícias e informações relevantes para o seu dia-a-dia.

As páginas pessoais podem ser usadas para exposições pessoais – para o seu ego. O desafio consiste em ter algum equilíbrio e dependendo da personalidade de cada um ter a noção que estamos num «espaço público» e que ao se expor está a perder o rasto ao que publica.

Muitos dos cibernautas utilizam mesmo as redes sociais como terapia para os seus momentos de instabilidade ou para aumentarem a sua autoestima procurando na rede os famosos likes que são grátis. O culto da imagem é nas redes sociais muito utilizado.

Decida por si próprio (e pela sua família) que conteúdos quer publicar e não permita que estranhos o condicionem nas suas escolhas. Abdicar de estar numa rede social por medo também não se justifica. Ao postar numa rede social uma foto, um texto – está a transmitir algo para o exterior e se no caso de opiniões deve evitar o conflito, já na colocação de fotos deve saber que está a expor-se para outros – e que deve criar seu próprio limite. É você que escolhe o seu caminho! E é nessa capacidade de escolha que pode e vai estar toda a diferença.

Não há receitas infalíveis de comportamentos a ter no mundo virtual. Não devemos julgar seja quem for por gostar de partilhar música, texto, por fazer o seu álbum fotográfico online, por ser «mirone» ou utilizar a ferramenta somente para conversar. Cada um é livre de escolher o seu caminho e utilizar a ferramenta como entende que o deve fazer. Sempre no respeito pelo outro e sem fazer juízos sobre comportamentos. Cabe a cada um de nós selecionar quem quer como “amigo” e não se é superior por não se estar numa rede social ou vice-versa.

Não abdique em aprender as definições que tem ao seu alcance para menorizar – se for esse o seu entendimento, uma exposição que não vá para além das suas intenções. Adapte-as ao seu caso. Cada um sabe o que é melhor para si e para os seus. O comportamento deve ser o mais aproximado daquele que gosta que tenham para consigo.

Ninguém utiliza uma rede social para ser…solitário! Mas o segredo ainda é um sedutor!

Vitor Santos nasceu em Viseu no ano de 1967. Concluiu o Curso de Comunicação Social no IPV. Conta com várias colaborações na Imprensa Regional. Foi diretor do Jornal O Derby.

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