A derrota da América – o bacanal começa em Janeiro…

por PN | 2016.11.09 - 12:56

 

Dia 9 de Novembro, Donald Trump ganhou as eleições e será o novo presidente Republicano dos EUA.

O que representa isso no imediato? Uma queda generalizada nas bolsas internacionais, em pânico, de uma hora para a outra.

A breve trecho e na Europa esta vitória é também a vitória do populismo europeu. Qual o rosto e a acção no terreno da extrema direita europeia, que vai de Le Pen a Erdogan?

Nos EUA, Trump, com uma maioria no Senado, com a legitimidade de nomear os novos juízes do Supremo e com a Câmara de Representantes no “papo”, traz a direita fascista composta, entre outros, pelo Partido Nazi Americano e a tenebrosa Ku-Klux-Klan numa brutal ressaca da orgíaca festança.

Os mass-media norte-americanos, no afã de ganharem audiências, transformaram um political clown em Capitão América, porque lhe acharam graça, porque vendia, porque ultrapassou todos os limites do aceitável, do ético, do decente, porque os americanos gostam de realities-shows… Agora poderão levar com uma lei da rolha e chegar à segunda-feira para irem trabalhar e verem o seu jornal, a sua radio, a sua tv encerrados. Brincar com o fogo…

Trump usou vários artifícios profícuos. Um deles foi esvaziar da verdade a sua lenga-lenga política. Com a maior desfaçatez, ciente de que não falava para audiências críticas, mas sim para os “desesperados” e, paradoxalmente, para muitos hispânicos e negros, apesar do seu discurso homofóbico, sexista e xenófobo, apesar do seu reiterado desprezo pela Lei das Leis, a Constituição, apesar de querer reintroduzir a tortura, apesar de gozar com um deficiente físico, apesar de incitar à violência e à agressão física da sua rival, apesar de convidar uma potência externa a piratear aa comunicações da sua adversária, apesar do seu desdém pela lei, apesar de se propor expulsar 11 milhões de emigrantes ilegais, apesar de desejar construir um muro de vergonha na fronteira com o vizinho México… tudo isto, destacado pelos amorais media, em vez de o penalizarem, tornaram-no num herói. O novo Capitão América!

Num herói de um povo que elegeu um “clown” para seu presidente que e até já se propôs à divisão do planeta com o czar-Putin. E porém, elegeram-no. Nada mais será igual no tabuleiro político mundial. O bacanal começa em Janeiro de 2017… Hollywood mudou-se para Washington DC.