A Amazónia nas mãos de um novo Nero?

por Paulo Neto | 2019.08.24 - 10:21

Sou um fervoroso leitor do uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015), jornalista, escritor, activista, democrata e “inimigo da mentira e da indiferença”.

Nas suas inúmeras páginas editadas no nosso país pela Antígona, conta-nos uma tenebrosa História da repressão na América do Sul e Central, perpassando pelo Uruguai, Chile, México, Cuba, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Perú, Equador, Argentina, Honduras, Guatemala, Nicarágua…

Hoje, no Brasil do século XXI, com a eleição de Jair Bolsonaro, vive-se um profundo retrocesso da democracia e um aumento da autocracia, quase sem precedentes nem lembrança.

Mais ou menos e com as devidas ressalvas, como com Trump, nos EUA.

Bolsonaro será uma espécie de marioneta das grandes multinacionais, estando em vias de se tornar um dos grandes criminosos deste século, prestes a emparceirar na cega bestialidade com os pretéritos Hitler e Estaline, entre outros.

Para já, não com os genocídios cometidos, mas pela eliminação desmesurada e inqualificável de dois dos mais preciosos bens de toda a Humanidade: a fauna e a flora da Amazónia.

Rendido ou vendido aos mega e insaciáveis interesses das grandes agro empresas, vê arder com indiferença, tal como Nero, o “pulmão da Terra”, com consequências irreversíveis para todo o planeta.

Imagem da NASA

Quando o reles e pérfido populismo ganha o poder, com os seus meros fantoches do desenfreado macro poder económico global, dotados de uma cupidez e ambição desmedidas, faz destes “monstros”, servis aios da destruição mundial, lugares tenentes insanes de uma geopolítica assente na miséria de biliões para a arqui riqueza obscena de uma centena de vis mortais.

Paulo Neto