Tondela defende uma nova autoestrada entre Viseu e Coimbra sem portagens

por Rua Direita | 2014.02.05 - 21:14

O Concelho de Tondela afirma-se no contexto regional como um território atrativo, gerador de dinâmicas inovadoras, capaz de corresponder a um paradigma que valoriza os recursos, em particular o potencial humano, visando alcançar estratégias transversais e economicamente pujantes.

A rede de infraestruturas e comunicações ganha especial relevância para reforçar a capacidade regional, atenuando custos de contexto, ao mesmo tempo que fortalece uma centralidade determinante para a estratégia da valorização de especialização inteligente, tão necessária para a afirmação deste território no contexto europeu.

Ao longo da última década, a região tem sentido os constrangimentos da inexistência de uma ferrovia apostada no transporte de mercadorias, a que se associa uma via rodoviária (IP3) com elevada fragilidade para corresponder a uma ligação estrutural entre capitais de distrito.

Sendo verdade que em 2005, o projeto da obra da nova ligação Viseu-Coimbra estava concluído (aprovado no governo do Dr. Durão Barroso), coube ao anterior Primeiro-ministro (Eng.º José Sócrates) anular esse projeto e, em 2008, comprometeu-se a efetivar a sua adjudicação para que a mesma entrasse em funcionamento em 2011.

O modelo financeiro em que se apoiava a rede Rodoviária, dependentes de recursos financeiros com encargos onerosos incomportáveis para as contas públicas, a exemplo de outras despesas que levaram ao país a solicitar auxílio externo, justificou a impossibilidade de, por esse caminho, se concretizar esse desafio.

É neste quadro que o Município de Tondela observa com reforçada expectativa e confiança o estudo do grupo de trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado – IEVA, onde se identifica a viabilidade da construção da ligação Viseu-Tondela-Coimbra, perspetivando-se que parte desta via seja num novo traçado de Auto-estrada e, na proximidade de Tondela-Viseu, na valorização do atual IP3.

Trata-se, a seguir à conclusão do Túnel do Marão, do investimento mais prioritário e absolutamente significativo do novo Plano dos Corredores Estratégicos Rodoviários.

Contudo, no quadro da discussão pública que decorre da apresentação deste plano de investimentos, não deixaremos de vincar, de forma absolutamente determinada, que intervenções que ocorram sobre o atual IP3, não poderão ter associados custos para o utilizador, por não existir outra alternativa que, a sul do distrito, sirva o concelho de Tondela.

De igual forma, este estudo identifica um corredor para o transporte ferroviário de passageiros e, fundamentalmente de mercadorias, que ligará o Eixo Atlântico a Espanha (e consequentemente ao restante espaço europeu), passando pelo distrito de Viseu, a que devemos associar o reforço da ligação ferroviária da linha da Beira Alta, com introdução de duas bitolas, ganhando uma nova operacionalidade e competitividade na ligação Ibérica/Europeia.

Estes investimentos, esperados e desejados há várias décadas, a concretizarem-se, vêm recuperar uma visão estratégica que há bastantes anos deveria ter sido assumida, na medida em que consubstanciam um plano fundamental para competitividade da economia da região e do país, tão determinante para o futuro das nossas gerações.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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