Terras do Demo – Um Centenário cumprido

por Rua Direita | 2019.11.18 - 15:35

Em Sernancelhe, terra mãe do Escritor, cumpriu-se nos passados dias 15 e 16 de Novembro o encerramento da efeméride dos 100 anos da obra “Terras do Demo”, de Aquilino Ribeiro.

Dar a verdade local…” foi mote para o início deste colóquio que teve a abertura feita pelo presidente do município, Carlos Silva Santiago. Seguiu-se a apresentação da dissertação de tese de mestrado editada em livro, de Paulo Pinto, técnico de comunicação da autarquia, com o sugestivo título de “Aquilino Ribeiro e as Terras do Demo – O marketing num território literário”, das Edições Esgotadas.

A apresentação esteve a cargo da orientadora da tese, Mafalda Matias, do IPV e de Aquilino Machado, professor no IGOT, neto de Aquilino Ribeiro.

José Eduardo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira encerrou o painel.

Momento musical com Trevor Gordon, da Filadélfia, considerado um dos 30 maiores guitarristas mundiais com menos de 30 anos pela consagrada revista “Accustic Guitar”.

“… em Terras de Aquilino”, esta segunda parte iniciou-se com uma comunicação de Aquilino Machado e concluiu-se com a prelecção de Nuno Crato, professor catedrático do ISEG e ex-Ministro da Educação e Ciências.

Um “beberete aquiliniano”, no Centro de Artes, fechou o dia.

A manhã de sábado, no painel “a madre é na aldeia”, apresentado por Armando Mateus e Maria Eugénia Pereira, deu voz a Anabela Oliveira, da UTAD, com a comunicação “Terras de um Demo casamenteiro… namoradeiro… ou nem por isso!”. Seguiu-se-lhe Maria Eugénia Pereira, da UA, com “Terras do Demo: Escrever Portugal para dizer o Mundo”.

Após um pausa para café, Nuno Rosmaninho, da UA, brindou o público com “Aquilino e a Arte Portuguesa”. Seguiu-se-lhe Serafina Martins, da FL da Universidade de Lisboa, com “Aquilino Ribeiro… Terras e Bosques”.

Encerrou o painel Paulo Neto, com a comunicação ““aquilino”, uma Revista, uma década”.

Da parte da tarde e sob o tema “das terras do demo: a interioridade um século após”, foi a abertura feita por Carlos Silva Santiago. Seguiram-se-lhe David Justino, professor universitário, ex-Ministro da Educação e João Soares, editor literário, antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ex-Ministro da Cultura.

Paulo Neto, director da revista literário “aquilino” encerrou o colóquio e as comemorações oficiais deste centenário de “Terras do Demo”.

O magusto tradicional, no Centro de Artes, com a excelente castanha martaínha, outro dos ex-libris de Sernancelhe, deu oportunidade para tratar do corpo, pois o espírito estava confortado.

O público acorreu e encheu o Auditório Municipal. Os deputados Lima Costa, do PSD e João Azevedo, do PS e José Mário Cardoso, o antecessor presidente do município local, estiveram presentes. Marcou presença, como sempre, Eduardo Boavida, o director da Bertrand Editora, a casa à qual Aquilino foi fiel desde 1913. Carlos Esteves, presidente do município de Penedono, Alcides Sarmento, presidente da Assembleia Municipal de Moimenta, o presidente da Assembleia Municipal de Sernancelhe, José Agostinho, o director do CFAE do Douro e Távora, Felisberto Nogueira de Lima e vereadores das autarquias de Sernancelhe, Carlos Santos, Armando Mateus e Hélder Lopes, assim como Francisco Cardia, da autarquia de Moimenta da Beira.

Este colóquio, pela qualidade das intervenções, pelo nível dos prelectores, pelos nomes das individualidades nacionais que congregou e pelo rigor organizativo, demonstrou o inquestionável reconhecimento do trabalho há mais de uma década empreendido pela autarquia e da credibilidade que esse trabalhou granjeou a nível nacional.

Por isso, depois deste ano de 2019 que agora chega ao fim, ter envolvido as autarquias de Moimenta da Beira e Vila Nova de Paiva nesses “virtuoso triângulo” das Terras do Demo, de ter envolvido a Câmara Municipal de Lisboa, com a sua vereadora da Cultura, Catarina Vaz, a Junta de Freguesia de Alvalade com o seu presidente José António Borges, a Biblioteca Nacional, o Museu Bordallo Pinheiro, a Bertrand, com Eduardo Boavida, os CTT, a Biblioteca da Universidade de Aveiro, o seu reitor, Paulo Ferreira, o Agrupamento de Escolas Pe. João Rodrigues, a Biblioteca Municipal Abade Vasco Moreira… encerra-se aqui com chave de ouro e com este evento “Aquilino, letras e terra”.

A equipa da CMS, da Biblioteca Municipal, e o vereador da Cultura, Armando Mateus deram o habitual cunho de grande rigor aos eventos que organizam, contribuindo assim e também para o seu sucesso.

Um prato em porcelana criado pela Vista Alegre, alusivo ao evento, com design de Cristina Morais, foi oferecido aos intervenientes no Colóquio.

(Fotos Vítor Rebelo e RD)

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