Teatro do Montemuro estreia “Histórias que DÃO para ver”

por Rua Direita | 2019.03.19 - 10:29

Histórias que DÃO para ver” tem estreia marcada para 22 de março, em Mangualde. A Igreja da Conceição é o primeiro espaço a receber esta produção do Teatro do Montemuro, que junta intérpretes profissionais, de várias estruturas artísticas, a 14 mulheres da comunidade, num espetáculo que é um tributo ao património da região, ao vinho do Dão e à Mulher. Antes, a 21 de março, no mesmo local, há ensaio geral aberto à comunicação social.

Cinco municípios da região de Viseu Dão Lafões – Mangualde, Castro Daire, Penalva do Castelo, Sátão e Nelas – acolhem este espetáculo, cujas características criam uma experiência única em cada localidade. A cenografia, aproveita os atributos dos edifícios históricos que o recebem. No elenco, 14 participantes locais partilham as cenas com os intérpretes profissionais. E o texto, integra a história de cada uma das localidades.
Depois de Mangualde, segue-se Castro Daire, que recebe o espetáculo no Centro de Interpretação e Informação de Montemuro e Paiva, a 29, 30 e 31 de março. A 5 e 6 de abril, será possível assistir ao espetáculo na Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo e, a 12 e 13 de abril, será apresentado, em Sátão, no antigo Solar dos Albuquerques, que agora alberga a Biblioteca Municipal. Para finalizar, a 8 e 9 de novembro, será a vez de Nelas receber este espetáculo, em local ainda a definir.
Esta produção integra a programação da Rede Cultural promovida pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões e é o único projeto que reúne todos os parceiros da rede. Ao Teatro do Montemuro juntam-se a ACERT, a Binaural/Nodar, o Cineclube de Viseu e a Companhia Paulo Ribeiro/Teatro Viriato. O texto é de João Luís Oliva e a encenação é assinada por Paulo Duarte.
A conciliação de diferentes linguagens, exploradas em espaços alternativos e amarradas por uma dramaturgia desafiante, surpreende continuamente o público que se verá enredado numa trama rica em emoções e surpresas.
Tudo acontece na festa de apresentação da “reserva” vinícola da M.A.S. Vinhos. Entre as várias personagens (algumas já conhecidas do público, do espetáculo anterior deste ciclo, “Contos de Baco”) estabelecem-se relações de cumplicidade ou confrontos que reflectem o conflito entre o “velho” e o “novo”, o “antigo” e o “moderno” nas práticas ideológicas, sociais, económicas, técnicas… e amorosas. Enfim, na própria Vida!
“Histórias que DÃO para ver” está classificado para maiores de 12 anos e a entrada é gratuita, mas tendo em conta a lotação muito limitada de todos os espaços (40 a 60 lugares), é obrigatória a reserva antecipada. A bilheteira ficará a cargo de cada um dos municípios que recebe o espetáculo.

 

Sobre o espetáculo

Na festa de apresentação e prova de uma especial e recém­‑engarrafada “reserva” vinícola da empresa M.A.S. Vinhos, Sara Pereira — a administradora — reencontra um especial amigo, Afonso, agora professor de Filosofia numa Universidade, mas “velho” conterrâneo e antigo namorado da sua falecida mãe.

Ambos protagonizaram na peça anterior deste ciclo — Contos de Baco — um debate “quase teórico e abstrato”, sem lugar determinado, com distintas posições (e emoções…), sobre a importância do vinho como “produto cultural”, muito mais que simples bebida.

Agora, num cenário “real e concreto” — uma antiga casa da família empresarial onde decorre a ação —, envolvem­‑se também outras personagens relacionadas entre si e com o vinho: Prazeres e Virgínia (respetivamente a venerável avó e a tia solteirona de Sara); Nazário (o vetusto feitor de quinta, já “herdado” do tempo de seu avô) e Cláudia (a jovem enóloga contratada pela também jovem vitivinicultora, no âmbito da renovação que operou).

Entre eles se estabelecem relações de cumplicidade ou confronto relativamente a ideias, saberes e afetos que refletem o conflito entre o “velho” e o “novo”, o “antigo” e o “moderno” nas práticas ideológicas, sociais, económicas, técnicas… e amorosas.

Enfim, na própria Vida!

Os palcos das histórias mostram, igualmente, manifestações artísticas (música, cinema, bailado, poesia, pintura) relacionadas com o vinho, mas contam também com participações locais — a repórter da rádio, a professora e outros membros da comunidade — que partilham a paisagem cultural em que ele é feito, a sua realidade, património, história e memória.

Sendo transversal a todo o discurso a saliência do papel e importância da Mulher na sociedade, é o vinho que permanece como fio simbólico, mítico e mágico (mesmo assim, verdadeiro sujeito) destas histórias que ligam o passado ao presente.

E DÃO para ver!…

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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