Serviço de Ortopedia do Hospital de S. Sebastião (Santa Maria da Feira) constitui risco para os utentes, alerta Ordem dos Enfermeiros

por Rua Direita | 2014.09.30 - 13:12

 

O Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga (CHEDV) funciona com graves deficiências em recursos humanos, nomeadamente de enfermagem, e constitui um risco para a segurança dos utentes, denuncia a Ordem dos Enfermeiros (OE).

O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros alerta a população abrangida por esta unidade hospitalar, que o serviço de Ortopedia constitui «um perigo iminente para a saúde das populações».

Segundo o Enfº Germano Couto, «para o serviço de Ortopedia funcionar dentro dos parâmetros exigíveis para a qualidade e segurança dos utentes internados, considerando a equipa de enfermagem que tem, terá de contratar, no imediato, 28 enfermeiros ou, em alternativa, encerrar metade das suas camas atuais.

O Serviço de Ortopedia do CHEVD funciona com metade dos enfermeiros necessários, tal como constatou a Secção Regional do Centro (SRC) da Ordem dos Enfermeiros em Visita de Acompanhamento do Exercício Profissional (VAEP) que realizou na passada segunda-feira.

O serviço dispõe de 52 camas e apenas 28 enfermeiros, ou seja, metade dos necessários para assegurar a segurança e qualidade dos cuidados de enfermagem prestados, respeitando a Norma para o Cálculo das Dotações Segura para os Cuidados de Enfermagem.

«Neste momento, constitui um risco para a segurança dos doentes as condições em que este serviço funciona», acentua o Bastonário.

Em reunião prévia com o Enfermeiro Diretor o mesmo afirmou que tem já pedidos mais profissionais, mas que até ao momento não obteve resposta afirmativa pela tutela.

Acrescentou que os pedidos de substituições de licença de maternidade efetuados em abril continuam sem resposta à data de hoje.

A semana passada o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros (OE) criticou publicamente o que classificou de contratações a «conta-gotas» de enfermeiros que o Governo tem feito para suprir as graves carências do país em profissionais de enfermagem, com uma certa indiferença perante as necessidades dos cidadãos.

«As necessidades de saúde das pessoas não se coadunam com processos de contratação burocráticos negligentes, completamente indolentes e obsoletos», afirmou o Enfº Germano Couto em Coimbra, na cerimónia de entrega de cédulas profissionais aos novos enfermeiros da Região Centro.

Segundo o Bastonário, há colegas que se aposentam e não são substituídos, há situações de doença ou de licenças parentais que não obtêm o necessário apoio de retaguarda.

A Região Centro, na sua perspetiva, tem sido um exemplo dessas políticas. Segundo os cálculos da OE a região tem uma carência de 5.000 enfermeiros no total do setor público, privado ou social. Tal número extrai-se do cálculo comparativo com os restantes países da OCDE.

A delegação da SRC que realizou segunda-feira a VAEP ao Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, de Santa Maria da Feira, integrou, além da Presidente do Conselho Diretivo Regional, Enfª Isabel Oliveira, o Presidente do Conselho de Enfermagem Regional do Centro, Enfº Hélder Lourenço, e os vogais do Conselho Diretivo Regional José António Ferreira e Ricardo Ferreira, e os vogais do Conselho de Enfermagem Regional Nelson Odilon e Diogo Brandão.

Nesse Centro Hospitalar foram visitados os serviços de Ortopedia, Unidade de Cuidados intensivos Polivalente e Unidade de Cuidados intermédios, mas dos dois últimos as deficiências encontradas foram de menor gravidade.

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