REDE CULTURAL VISEU DÃO LAFÕES

por Rua Direita | 2017.01.20 - 16:12

 

O início de um novo ano significa, também, nova programação cultural na região VISEU DÃO LAFÕES

ACERT, Binaural/Nodar, Cine Clube de Viseu, Companhia Paulo Ribeiro, Teatro do Montemuro e Teatro Viriato renovam programas e convocam o público, ou melhor, os diversos públicos, a usufruir de propostas artísticas plurais, que proporcionam dinâmicas culturais no distrito e fora dele, e incentivam o diálogo, a inovação criativa e a crítica construtiva e informada sobre múltiplas temáticas.

ACERT A celebração dos 40 anos confirmou a matriz da ACERT enquanto portadora de dinâmicas transformadoras que exigem a adequação de novas prácticas e a actualização permanente dos conhecimentos adquiridos. Esta constatação, longe de ser um dado adquirido, um processo concluído ou um reconhecimento interminável, representa a necessidade de um reassumir continuado de responsabilidades ainda mais substantivas, exigível a um processo evolutivo de 40 anos. São muitos aqueles que a ACERT quer continuar a ter por companhia. Terão de ser ainda mais aqueles que querem associar-se à ACERT, rejuvenescendo-a com a sua participação activa e afectuosa.O desafio continuará, pois, a fazer de cada ano uma nova etapa que propicie uma actividade artístico-cultural congruente, comprometida socialmente. Com valores e princípios que, para serem convincentes, se sustentam na genuinidade de condutas culturais éticas colectivas.
O ano começa com o concerto da Orquestra Clássica do Centro e com a estreia de uma co-produção de rua com a Câmara Municipal de Ovar, mas terá muito que ver e viver. ACERT

A BINAURAL/NODAR INICIA 2017 com duas actividades que reflectem os seus interesses complementares na ligação entre património rural e experimentação. Por um lado, o lançamento (14 Jan) de uma publicação retrospectiva +2 Cds, intitulada AQUI VIMOS NOBRE GENTE sobre cantares de Janeiras no concelho de Vouzela, resultante de recolhas da BINAURAL/NODAR junto de 18 grupos musicais e comunitários. Por outro lado, a exposição retrospectiva patente na Casa da Ribeira de Viseu, EXPLORAÇÕES SONORAS DE UM ARQUIVO RURAL (parte do projecto Viseu Rural 2.0, financiado pelo Programa Viseu Terceiro do Município de Viseu), com 20 obras sonoras seleccionadas no âmbito de um prémio internacional de arte sonora com o mesmo nome que consistiu no acesso ao arquivo de sons do projecto Viseu Rural 2.0 por artistas de todo o mundo que criaram as suas composições misturando impressões, reminiscências e imaginações do arco rural que rodeia Viseu. BINAURAL/NODAR

O CINE CLUBE DE VISEU, QUE REINICIOU AS SESSÕES SEMANAIS A 10 DE JANEIRO, apresenta 4 novos filmes até final do mês. A programação, ao longo do ano, não dispensa a divulgação de novos autores e novas cinematografias, a par com o cinema reconhecidamente clássico. Os projectos desenvolvidos procuram integrar um panorama cultural mais vasto, através de três áreas principais de actividade: EXIBIÇÃO, PUBLICAÇÃO e EDUCAÇÃO, mantendo SEMPRE a aposta na importância do trabalho de base. CINE CLUBE

A COMPANHIA PAULO RIBEIRO EM 2017 Sob a nova direcção artística dos bailarinos e coreógrafos António Cabrita e São Castro, a COMPANHIA inicia 2017 com a estreia, em Fevereiro, da oficina “À Maneira de Paulo Ribeiro”, criada e dirigida por Leonor Barata, e destinada ao público escolar do 3º ciclo e secundário. A 09 de Junho é a vez de António Cabrita e São Castro estrearem uma nova criação, intitulada “Em Abstracto” (título provisório). A peça é apresentada pela primeira vez no Teatro Viriato, estrutura artística que acolhe em residência permanente a COMPANHIA PAULO RIBEIRO. A última criação do ano é assinada pelo coreógrafo Paulo Ribeiro que, a 17 e 18 de Novembro, estreia também no Teatro Viriato, a peça “Walking with Kylián. Never Stop Searching”. A nova temporada da COMPANHIA PAULO RIBEIRO inclui ainda um ciclo de workshops dirigidos pelos coreógrafos António Cabrita e São Castro, que decorrerão no estúdio do Teatro Viriato. O primeiro, “A interpretação física das ideias” acontece a 25 de Fevereiro e destina-se a participantes com interesse na dança contemporânea.
Simultaneamente, seguem em digressão os espectáculos “Ceci n’est pas un film. Dueto para Maçã e Ovo” e “A Festa (da Insignificância)”, ambos de Paulo Ribeiro. O dueto que cruza a dança contemporânea e o cinema passará pelo Teatro Virgínia, Torres Novas (11 Mar); Convento São Francisco, Coimbra (28 e 29 Abr); Festival Dias da Dança, Porto (06 Mai); Centro Cultural de Belém (11 e 12 Mai) e Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal (23 e 24 de Jun). Já “A Festa (da Insignificância)” regressa a França, para ser apresentada no Thêatre Olympia d’Arcachon (Bordeaux) a 23 de Setembro. COMPANHIA PAULO RIBEIRO

EM 2017 O TEATRO DO MONTEMURO LEVARÁ À CENA quatro reposições, duas novas criações, trabalho com escolas (Acolhimento de Escolas), o Festival Altitudes, o “Serões Na Serra” e outras “aventuras” que ainda estão a ganhar forma. Mantemos o projecto “Memórias Partilhadas” (co -produção com o TNDMII, estreado em 2015): abre o ano em Abrantes e Peso da Régua, depois de mais de 90 apresentações desde a estreia.  No final de 2016 a companhia ​estreou “Monólogos de uma vida” que se mantém em cena com apresentações já em Fevereiro, em Bragança (4/02), Faro (11/02) e Cinfães (25/02); o projecto educativo “À Espera que volte” de Madalena Victorino, estreado em 2013, também regressa, mais precisamente às salas de aula. Arranca em Janeiro e Fevereiro com 20 apresentações (16/01 a 8/02) pelas escolas do 1.º ciclo do Município de Castro Daire. Em Maio têm início os ensaios de um novo espectáculo de rua, “Exploradores da Serra”, que com a Encenação de José Carretas procura a tradição dum teatro popular nascido da investigação histórica, do trabalho exaustivo de experimentação dos profissionais envolvidos e das vivências concretas. Ainda em Maio, “O Gigante” regressa ao palco, espectáculo de marionetas estreado em 2013, numa co -produção do TEATRO DO MONTEMURO com os ingleses The Fetch Theatre. TEATRO DO MONTEMURO

O TEATRO VIRIATO ABRE O ANO com um dos mais importantes nomes da música popular portuguesa, Fausto Bordalo Dias, numa viagem pela diáspora lusitana com o concerto Trilogia, a 21 de Janeiro. Ao longo do ano, a programação será intensa e promete espectáculos nacionais e internacionais de teatro, música, dança e novo circo em formato de estreias, co-produções, criações, residências artísticas e acolhimentos. As oficinas dirigidas a grupos específicos e com a intervenção de vários artistas estarão presentes ao longo de todo ano. As parcerias locais e nacionais serão desenvolvidas. Será um ano que desafia o questionamento do indivíduo e lança pistas de reflexão sobre a nossa forma de estar em sociedade.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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