Paulo Ribeiro oferece “Sem um Tu Não Pode Haver um Eu” à cidade de Viseu

por Rua Direita | 2014.04.01 - 18:49

Paulo Ribeiro já tinha prometido que 2014 seria todo ele um ano de festa e de celebração dos 15 anos de atividade regular do Teatro Viriato. Numa parceria com a Câmara Municipal de Viseu, o coreógrafo reapresenta em Viseu o solo Sem um Tu Não Pode Haver um Eu, cujo valor da bilheteira será oferecido à AVISPT21 (Associação de Viseu de Portadores de Trissomia 21).

Em Sem um Tu Não Pode Haver um Eu, Paulo Ribeiro faz-se acompanhar do universo de Ingmar Bergman e de várias felicidades. Assiste-se à dança de um coração em carne viva. Um eu que quer conjugar a segunda pessoa do singular, como quem diz “sou tu, também tu”, mais do que “sou teu”. O coreógrafo transforma-se num sismógrafo de tremores emocionais, revelando amor, ódio, angústia, dilemas conjugais, lutas interiores e desmoronamentos.

Sem um tu não pode haver um eu” começa sob a luz de “Lanterna Mágica”, a autobiografia de Ingmar Bergman, cineasta que inspirou, aliás, este solo criado e interpretado por Paulo Ribeiro. “Bergman cruza-se comigo num momento em que considero que temos de nos debruçar sobre a nossa felicidade, tenha ela os contornos que tiver. Apesar de nos tentarem abafar com números e realidades que não são as nossas, a condição humana tem de vingar”, aponta o coreógrafo que regressa agora ao palco, depois do espectáculo JIM.

Nesta coreografia, que torna inesquecível o tema “Insensatez”, de Robert Wyatt, há a dança de um coração em carne viva. Um eu que quer conjugar a segunda pessoa do singular, como quem diz “sou tu, também tu”, mais do que “sou teu”. Há mais entrega que posse. Entre gestos lentos e límpidos, passos periclitantes e desmoronadiços, e movimentos sísmicos, Paulo Ribeiro desenha um mapa afectivo. O coreógrafo transforma-se num sismógrafo de tremores emocionais.  Nesta peça, há amor, ódio, solidão, angústia, dilemas conjugais, luta interior, desmoronamento, mãos e mãos. E há convulsão. Um corpo, que de tão vivo, joga xadrez com a morte. No final, uma catarse que ilumina. O choro que irrompe, como orvalho ao amanhecer.

 

Exposição / Foyer – 03 ABR a 30 JUL

Coreografia para um Rossio

fotografias Carina Martins, José Crúzio e Luís Belo

vídeo Luís Belo

Horário: seg a sex 13h00 às 19h00 e em dias de espetáculo

Entrada gratuita

Fragmentos de dança coletiva e de fruição cultural dão corpo a um caleidoscópio expositivo sobre Uma Carta Coreográfica, instalação de Madalena Victorino que ocupou a Praça da República (Rossio) durante “A Primeira Festa” do Viseu A 01 do 06 de 2013.

Carina Martins, José Crúzio e Luís Belo retrataram ao longo de nove horas os artistas, os sons, as cores, as ideias, as mãos, as pernas, os abraços e os contributos de todos os que se aventuraram neste desafio de descobrir o seu próprio corpo de diferentes formas, experiências e perspetivas.

Efémeros instantes imortalizados com a ajuda da sensibilidade ritmada de quem escreveu a história de um dia inesquecível.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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