Museu do Caramulo prolonga exposição “Rush” de João Louro

por Rua Direita | 2014.01.21 - 12:09

Inaugurada em Setembro de 2013, por ocasião da 8.ª edição do Caramulo Motorfestival, a exposição temporária “Rush” do artista João Louro foi prolongada e estará patente no Museu do Caramulo até 30 de Abril de 2014, podendo ser visitada todos os dias das 10.00 às 13.00 e das 14.00 às 17.00.

Disponível para venda está, também, o catálogo da exposição, entretanto editado e disponível na loja do Museu do Caramulo, no qual é possível visualizar e saber mais acerca das oito peças de arte que a compõem.

A exposição “Rush” foi pensada à volta de oito peças de arte, algumas inéditas, produzidas especialmente para esta exposição. O conjunto das obras, algumas de grande dimensão, foram produzidas pelo artista ao longo dos últimos dois anos e transportam os visitantes para a estética e imaginário associado à sensação da velocidade e de adrenalina.

Esta exposição temporária é produzida pelo Museu do Caramulo com o apoio da Galeria Cristina Guerra Contemporary Art de Lisboa e da Galeria Fernando Santos do Porto, bem como do BPI e da Câmara Municipal de Tondela.

Rush

Esta é uma exposição sobre estradas. E curvas. E sobre velocidade. É uma exposição sobre a meta e sobre tudo o que é velocidade neste tempo imóvel.

Eu vou sozinho, ao volante do automóvel que vai cortar a meta. E olho para o lado. E, nesse micro segundo, descubro o acidente inicial e quero ser o lado de fora. Quero ser a berma, o cão vadio, o vagabundo ou o espectador. E ir para o sítio onde a velocidade abranda.

Nesse sítio, de fora, vejo a máquina a passar num vroooommm descendente de efeito doppler.

“Rush” é a recta com uma curva no fim. É onde termina a berma, onde passa o cão vadio e o vagabundo. Todos olham para o photofinish do automóvel em alta velocidade num freeze desfocado. E é esse ponto final, no cruzamento das bandeiras em xadrez, do tempo-parado-automóvel, o sítio da velocidade máxima. É a recta da meta! (Sim, esse é o segredo). Agradeço ao Juliano Garcia Pessanha, escritor brasileiro, meu amigo, ter-me recordado onde está a “berma”, o “cão vadio” e o “vagabundo”. Porque espectadores já todos sabemos que somos.

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